PSDB se rende ao pragmatismo. Por Heron Cid

O PSDB ainda tentou segurar a onda e sustentar o Plano P, nome dado pelo Blog ao projeto de candidatura tucana do deputado Pedro Cunha Lima. Envergou diante das pressões e da resistência dos prefeitos Luciano Cartaxo e Romero Rodrigues.

Como registramos aqui, anteontem, a cúpula do partido entendeu que a hora era de recuo para evitar maiores desgastes e fugir do risco de isolamento político.

Não deu outra. A reunião ontem em Brasília entre Luciano, Romero e o senador Cássio Cunha Lima sentenciou o que já era tendência: a unificação em torno da candidatura de Lucélio Cartaxo.

Em nota, os tucanos trataram ao anúncio de apoio como “mais um gesto de desprendimento” pela construção de uma unidade ampla e uma “agenda para o futuro da Paraíba”.

Na tradução, uma forma elegante de quem chega a conclusão de que é mais razoável tentar ganhar um pedaço do que arriscar perder de um todo.

E o pedaço do PSDB não é desprezível. Duas vagas na chapa, uma para a reeleição de Cássio e outra para Michelline Rodrigues, provável vice.

Tudo bem que nem se compara ao período em que o partido tinha domínio da cena e condições de se impor, mas os tempos são outros.

Prevalece, assim, o adágio popular: melhor um pássaro na mão, do que dois (tucanos) voando.

Heron Cid

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