Democracia e imprensa, uma depende da outra e vice e versa. Por Heron Cid

Por mais ranger de dentes, por mais reações e levantes, o Brasil está submetido a um processo irreversível de enfrentamento do espelho. E quando olhamos, não vemos nada muito bom.

Mas vemos, e essa possibilidade, antes castrada, ajuda muito a reconhecer quem somos para projetar o que podemos nos transformar. Pra melhor, claro.

Nessa (re) construção, a imprensa desponta com papel relevante e insubstituível. O que seria da cidadania, nessa quadra, sem o direito à informação?

O que seria do cidadão sem tomar conhecimento pleno e em tempo real de investigações, bastidores, armações e posições de todos os atores dessa cena?

A imprensa brasileira evoluiu muito.

Muito graças à resistência histórica de seus profissionais, da evolução qualitativa provocada pelos cursos de Jornalismo, mas especialmente pelo espírito combativo, provocante e crítico da ala majoritária desse segmento.

A democracia não existe sem imprensa livre. E o exercício jornalístico nunca será pleno sem democracia. Essa é uma via de mão dupla da qual não podemos abrir mão.

Heron Cid

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