Henrique Meirelles na Paraíba

O pré-candidato à Presidência da República pelo MDB e ex-ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, desembarca na próxima quinta-feira (28) na Paraíba. Em João Pessoa, Meirelles vai se reunir com direção estadual da legenda, que no estado é comandada pelo senador José Maranhão. Em seguida, ele irá para Campina Grande, onde deve participar do Maior São João do Mundo, no Parque do Povo. Na última pesquisa Datafolha, divulgada no dia 10 de Junho, o emedebista oscilava entre 0% e 1%. O ex-ministro vem ao Nordeste na tentativa de alavancar a sua popularidade.

>> Anísio defende dialogo com o PDT

MaisPB

Luciano: “Ninguém aguenta mais oito anos de mau humor”

Toma lá dá cá. Se há poucos minutos, o governador Ricardo Coutinho (PSB) fez críticas ao prefeito Luciano Cartaxo (PV) por desistir de disputar o Palácio da Redenção e prevê novamente a desistência da pré-candidatura de Lucélio Cartaxo (PV) ao governo, Luciano ironizou o socialista. “Ninguém aguenta mais oito anos de mau humor”. Não perdeu tempo.

Ricardo sobre o PT: “Cada um sabe seu caminho”

Em tom de insatisfação, o governador Ricardo Coutinho (PSB) direcionou um recado ao PT, que desenha uma aliança com o PDT da vice-governadora Lígia Feliciano. “Cada um sabe seu caminho, vai ter um momento que a história vai cobrar cada ação dessa. O PT é maior de idade, deveria saber as coisas que acontecem na conjuntura política”, avisou antes de cutucar. “Agora me perguntem por Luiz Couto, que já demonstrou que está conosco. E convenhamos Luiz Couto é a maior representatividade do PT”.

Eleição no TO sinaliza consolidação do ‘não voto’. Por Josias de Souza

Nas eleições presidenciais simuladas, chamadas tecnicamente de pesquisas de opinião, o não voto registra ótimo desempenho, somando algo como um terço do eleitorado. Em agosto do ano passado, a eleição do governo-tampão do Amazonas indicou que a aversão à política não decorre um quadro estatístico mal-interpretado. Entre os amazonenses, a abstenção, os votos brancos e nulos somaram 43% do eleitorado. O resultado das urnas do Tocantins, abertas neste domingo, aponta para uma consolidação do fenômeno. Com 52%, o não voto prevaleceu na disputa pela poltrona de governador.

No Amazonas, o cacique Amazonino Mendes, hoje na tribo do PDT, tornou-se governador pela quarta vez com 782.933 votos. Uma marca bem inferior à quantidade de títulos eleitorais que preferiram ficar em casa ou desperdiçar o voto: 1.016.635 eleitores. No Tocantins, o governador interino Mauro Carlesse, do nanico PHS, foi efetivado no cargo por pouco mais de mais de 368 mil eleitores. Ali, a turma do não votos juntou mais de 520 mil eleitores com o nariz retorcido.

Não são negligenciáveis as chances de a experiência se repetir em outubro, quando a sucessão presidencial evoluirá da simulação das pesquisas para o teste independente das urnas. A menos que algum partido consiga criar o presidenciável perfeito a partir de um processo de fusão a frio, a hipótese de o não voto virar uma vedete também na temporada eleitoral de 2018 é assustadoramente real. Disso pode resultar a escolha de um novo presidente com baixa legitimidade.

Se os resultados do Tocantins e do Amazonas indicam alguma coisa é que o eleitorado brasileiro começa a evoluir da indignação para o sonambulismo. Se esse processo for levado às últimas consequências, o que parece um protesto tende a se converter em omissão. Além de acomodar outro presidente precário no Planalto, as estruturas mais carcomidas e tradicionais da política elegerão o rebotalho para o Congresso, para os governos estaduais e para as assembleias legislativas.

Como se sabe, um progresso que produza desenvolvimento equânime e distribuição igualitária dos resultados não costuma cair do céu, por benemerência da oligarquia política e empresarial. No limite, as eleições existem para que o povo dê uma lição nos seus pseudo-representantes. Se não acordarem, os sonâmbulos desperdiçarão mais uma oportunidade de educar na marra os aproveitadores. Uma pena.

UOL

A despercebida passagem de Alckmin pela Paraíba

Não parece, mas o ex-governador de São Paulo e pré-candidato à presidência da República, Geraldo Alckmin (PSDB), esteve na Paraíba neste sábado (23) de São João. O tucano visitou Campina Grande e foi acompanhado de perto pelo presidente do PSDB-PB, Ruy Carneiro, o prefeito da cidade Romero Rodrigues, além dos deputados Tovar Correia Lima e Pedro Cunha Lima. Com pouca aceitação no Nordeste, Alckmin manifestou o interesse de ter um nordestino como vice. O aceno para região, no entanto, não causou nenhum frisson entre os forrozeiros do Parque do Povo que não deram a mínima para o presidenciável em uma passagem despercebida pelo estado.

Dançando para não dançar

Quase todos os pré-candidatos ao governo da Paraíba arrastaram o pé e registaram o momento nas redes sociais. O primeiro foi o senador José Maranhão (MDB), presente em praticamente todos os eventos juninos no estado. Depois, Lucélio Cartaxo (PV) e Lígia Feliciano (PDT) pegaram o embalo. Na ausência de João Azevedo (PSB), que ainda não caiu no forró, o pré-candidato ao Senado e deputado federal Veneziano Vital do Rego (PSB) dançou um xote com a esposa Ana Cláudia Vital [pré-candidata a deputada federal pelo Podemos]. Em tempo de São João, dançar é regra. Só não vale dançar na política.

A dura missão de torcer pelo Brasil

Antes fosse uma eventual carência técnica do time brasileiro como razão para afirmativa do título.

Vai além e pior.

Falta empatia de Neymar e os ‘parças’ para com o povo, e não, não é porque a grande parte dos 23 convocados atuam no exterior e não contam com a simpatia das maiores torcidas do país.

Com exceção de um e outro, os jogadores que representam a seleção brasileira na Copa da Rússia esbanjam antipatia e são mal-educados.

O badalado camisa 10 é o principal deles.

Para bola que joga é frustrante que Neymar seja um personagem tão intragável para o público. Um craque que não sabe ganhar, nem muito menos perder.

Quando está ganhando, Neymar tenta humilhar, mete carretinha, passa o pé por cima da bola, não se porta com dignidade.

Quando está perdendo, é violento, grosseiro, trapaceiro, dramático, ofende colegas, como fez com Thiago Silva contra a Costa Rica, grita com o árbitro para que não o encoste nele….

Atributos detestáveis.

No popular, é um grande mala. No pior sentido da expressão.

Cada qual com suas peculiaridades, o futebol brasileiro já teve outros grandes craques antes do ex-santista. Ronaldo, Romário, Rivaldo, Ronaldinho, Kaká… nenhum com o péssimo dom de jogar a torcida contra a seleção.

E para que não fiquemos só nele, foi pífia a colocação feita por Gabriel Jesus após a vitória – com as calças na mão – sobre a Costa Rica: “Todo mundo critica” e “precisamos de apoio” e o velho ‘todos contra a gente’.

Certamente estaremos novamente torcendo pela seleção brasileira contra a Sérvia, na próxima quarta (27), mas como tem sido duro torcer por ela.

Foto: Folhapress/Thiago Bernardes

ECAD bate no prato de Douglas Lucena

Dor de cabeça para o São João de Campina Grande, quando quase comprometeu o início da festa, o ECAD bateu na porta do prefeito de Bananeiras, Douglas Lucena (PSB).

Ou melhor, no prato.

>> Aos pés de Bananeiras

Enquanto almoçava com a equipe do Rádio Verdade e com lideranças políticas e religiosas do Município, o gestor recebeu a indigesta visita de dois representantes do Escritório Central de Arrecadação e Distribuição, a poucas horas do show do cantor Waldonys, que abriu o São João da cidade nessa quinta-feira (21).

Responsável por reservar direitos autorais a artistas musicais, o ECAD pediu a bagatela de 9 mil reais.