De Efraim para o PSB: “Queremos reciprocidade”

Com a segurança dada pela executiva nacional do Democratas, que aliança do Centrão com Geraldo Alckmin (PSDB), não refletirá necessariamente nos estados, o deputado federal Efraim Filho (DEM) aproveitou para endossar a indicação do seu partido ao nome do ex-senador Efraim Morais para vaga de vice na chapa de João Azevedo (PSB) ao governo.

Ainda que evite falar em imposição, Efraim endureceu o tom. “Não há imposição, existe diálogo, mas queremos respeito e reciprocidade, se tiverem argumentos, bom. Nós temos. Mas garanto que não tem nome melhor que o de Efraim [Morais]”, afirmou ao Arapuan Verdade, da Arapuan FM.

“Aliança vitoriosa tem que unir os diferentes. Efraim tem capacidade de trazer votos do setor produtivo paraibano. Essa é uma indicação não apenas do Democratas, mas sim de uma parte do grupo [partidos e prefeitos]”, argumentou.

Cartaxo ironiza tentativa de Ricardo ao PSD

O prefeito Luciano Cartaxo (PV) ironizou a tentativa do governador Ricardo Coutinho (PSB) de buscar o apoio do PSD para a chapa encabeçada por João Azevedo (PSB), sigla já alinhada com PV-PSDB. Para o presidente do PV na Paraíba, o pessebista demonstra que não confia em seus aliados ou não tem quadros suficientes.

>> Ricardo procura o PSD

“O governador só busca a oposição para compor sua chapa. É uma demonstração que não confia em seus aliados. Ele está desvalorizando as pessoas que o ajudaram a fazer o seu governo, quando ele tenta a todo custo a buscar os partidos de oposição. Ou ele não tem quadros suficientes ou ele não confia em seus aliados”, reagiu.

Durante passagem por Brasília nesta semana, Coutinho se reuniu com a presidente do PT, Gleisi Hoffman, para tratar da indefinição PT-PSB, além de conversar com o ex-deputado Inaldo Leitão (PSD) uma eventual adesão do partido de oposição para chapa de João Azevedo, oferecendo a vaga de vice.

Ricardo oferece vaga de vice de João ao PSD

O encontro com a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, não foi o único do governador Ricardo Coutinho (PSB), nesta semana, em Brasília. O pessebista se reuniu com o ex-deputado Inaldo Leitão, filiado do PSD e próximo do comando nacional, para oferecer a vaga de vice ao partido na chapa de João Azevedo (PSB).

A informação é do jornalista Heron Cid.

A conversa aconteceu durante um cafezinho no ParkShopping, na capital da República.

Inaldo Leitão comunicará o convite hoje ao ministro Gilberto Kassab, presidente nacional da sigla, que até ontem estava em viagem pelo Nordeste.

Alinhado a chapa PV-PSDB, o PSD detém o terceiro maior tempo de televisão da coligação, excluindo o PP ainda não oficializado.

DEM deixa clã Morais a vontade

Não será por falta de autonomia que o Democratas, do clã Morais, deixará de apoiar o PSB na eleição deste ano. Durante reunião nesta noite, em Brasília, a executiva nacional do partido deixou os diretórios estaduais a vontade.

>> Efeitos do apoio do Centrão a Alckmin

Segundo encontro: Lideranças do PP, PRB, PR, DEM e Solidariedade, o famoso Centrão, estão reunidos para decidir quem será o vice de Geraldo Alckmin (PSDB). As conversas com o empresário Josué Gomes da Silva, filho do ex-vice-presidente José Alencar, esfriaram.

Ricardo em alta no PSB

A divisão do PSB sobre com quem caminhar na corrida presidencial teve um beneficiado: o governador Ricardo Coutinho. O paraibano aumentou o prestígio dentro do partido, sendo classificado como o “o político mais hábil do PSB”, atestou o deputado mineiro Júlio Delgado, líder da legenda na Câmara Federal.

“Ricardo é consciente e inteligente. Eu paro para ouvi-lo”, elogiou.

Ricardo Coutinho esteve em Brasília nessa terça-feira (24) para uma reunião entre lideranças do PSB e a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann. Pessebistas ainda estão se decidindo entre o PT e o PDT, de Ciro Gomes.

Sérgio Gabrielli: união da esquerda e críticas a Lava Jato

De passagem por João Pessoa, nesta quarta-feira (25), o ex-presidente da Petrobras e coordenador da campanha do ex-presidente Lula (PT), Sérgio Gabrielli, defendeu a união dos partidos da esquerda para a eleição 2018 desde que, o partido ocupe o protagonismo do campo: “O nome “candidato do PT” tem mais preferência popular, independente de quem seja, do que qualquer outro candidato que se apresente”. Gabrielli também atribuiu a condenação de Lula na Lava Jato a perseguição política, ainda que, para isso, defendesse o algoz do partido e presidente da República, Michel Temer, também alvo da operação.

Questionado pelo autor do Blog, em entrevista ao Arapuan Verdade, da Rede Arapuan de Rádios, se a insitência de ter Lula, preso e condenado na operação Lava Jato, compromete o sucesso do campo de esquerda no pleito de outubro, atrasando o plano B do PT ou até uma adesão dos partidos a Ciro Gomes (PDT), Sérgio Gabrielli rechaçou. “Quando Lula é tirado da pesquisa o que cresce é o voto nulo e branco, efetivamente o que cresce é o desalento. O povo acha que o Lula vai ser candidato. Portanto, nessa circustância, o PT não pode abrir mão da candidatura de Lula”, disse.

“Por outro, se o PT vai substituir o Lula, por que ele optaria por um candidato que tem na preferência dos eleitores uma percentagem bem menor do que o próprio PT sozinho ou o nome “candidato do PT”? O nome “candidato do PT” tem mais preferência popular, independente de quem seja, do que qualquer outro candidato que se apresente. O candidato do PT ganha de todos”, condicionou.

Sérgio Gabrielli atribuiu a condenação de Lula, dada pelo juiz Sergio Moro, da 13ª Vara da Justiça Federal em Curitiba, e reforçada pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), de Porto Alegre, a perseguição política. Para isso, defendeu por tabela o algoz petista, Michel Temer, e o tucano Aécio Neves, que mantém o mesmo discurso.

“Acho qualquer que seja a vítima. Não estou defendendo os petistas, estou defendendo quem é vítima dessa ação de injustiça. Estou defendendo a justiça. A justiça não pode ter lado, precisa investigar os fatos”, pregou.

Ainda nesta quarta-feira (25), Gabrielli se reúne com o governador Ricardo Coutinho (PSB), em busca do apoio do pessebista ao PT.

Além de DEM, PTB e PRB deixam convenção para um dia após PSB

As direções estaduais do PTB e PRB já definiram: a convenção que definirá coligações e apoio para o Governo do Estado só será dia 5 de agosto. Detalhe: à semelhança do DEM, os dois partidos farão o evento um dia após a data marcada pelo PSB, dia 4.

Três grandes partidos do governo vão deixar para bater o martelo na última hora.

Haja coração.

Heron Cid

Cássio aponta diferencial de Lucélio: “Vem sem ranço”

Para o senador Cássio Cunha Lima (PSDB), uma das principais virtudes de Lucélio Cartaxo, é que o pré-candidato do PV se apresentou para a eleição ao governo desarmado.

“Vem sem ranço”, apontou em entrevista ao Arapuan Verdade, da Rede Arapuan de Rádios.

Argumentou: “Até porque quatro anos atrás Ricardo (Coutinho) e João (Azevêdo) votavam em Lucélio, quando ele disputou o Senado pela chapa do PSB. Não pode dizer que em quatro anos ele não presta mais”.

Com exceção de Lucélio, estariam todos carrancudos para o tucano?

Na PB, Manuela D’ Ávila sobre paquera do PT e PDT: “Estou construindo minha campanha”

Recebida com festa e forró na Paraíba, a presidenciável do PC do B, Manuela D’Avila, foi questionada ainda no Aeroporto Castro Pinto, sobre as procuras que tem recebido do PT e PDT para uma composição ainda no primeiro turno. O PT, em manifestações recentes, propôs a vaga de vice para comunista.

“Não tive conversa. Estou trabalhando e construindo minha campanha. Não sou presidente do PC do B”, desconversou Manu, assim carinhosamente chamada por sua militância.

Na última semana, Manuela defendeu a união dos partidos de esquerda em resposta ao apoio dos partidos de centro ao presidenciável do PSDB, Geraldo Alckmin. A tentativa, porém, não tem tido sucesso.

“Ainda não teve, mas vamos lutar até o último dia. A nossa convenção é dia 1º. A gente quer unir porque queremos ganhar. Nós vamos lutar até o último dia para gente tirar o Governo das mãos deles, que estão destruindo o país”, disse ainda esperançosa.

Coligação, eis o nó que adia definições na Paraíba. Por Heron Cid

Por trás da indefinição e corda esticada dos partidos, tem uma questão. Ela atende pelo nome de coligação proporcional.

Como praticamente toda grande sigla da Paraíba tem ou trabalha para ter um deputado federal, a prioridade número 1 é eleger ou salvar mandatos.

Antes mesmo da vitória do candidato a governador.

E nesse ponto as quatro candidaturas ao Governo enfrentam dificuldades de atender essa demanda da praça política.

Na base governista há um desconforto nos bastidores pela ausência até agora da viabilização do chapão.

DEM, PRB e PTB, por exemplo, não querem arriscar grandes votações sem as chamadas caudas (candidaturas de menor densidade eleitoral).

Legendas menores, como Avante e PPS e com bons candidatos a federal, fogem das siglas maiores como o diabo da cruz.

Nivelados no mesmo patamar de votos, deputados federais desse arco correm o risco de brigar entre si e sobrar na curva, mesmo com votação estupenda em torno de 100 mil votos.

Do lado de Lucélio Cartaxo, a mesma coisa. O PSC quer uma coligação que ofereça conforto à eleição de Leonardo Gadelha. Já o PP insiste em sair faixa própria.

José Maranhão tem obstáculo para atrair porque na aliança do MDB com o PR os deputados Wellington Roberto e Benjamin Maranhão são tidos como eleitos. O espaço que sobra é de alto risco.

Sem consenso, as definições são adiadas ao máximo.

E nesse jogo, bom candidato ao Governo não é nem quem tem perspectiva de eleição. É quem pode entregar a mercadoria mais procurada do momento pelos partidos, uma boa coligação.

Heron Cid