Coordenador da campanha de Lula desembarca na Paraíba

Depois da presidente nacional do PT, Gleisi Hoffman, agora será a vez do coordenador da campanha do ex-presidente Lula, Sérgio Gabrielli, desembarcar em João Pessoa nesta quarta-feira (25). A informação foi dada pelo jornalista Heron Cid.

Ex-presidente da Petrobrás, Sérgio vem intensificar contatos para fortalecer o projeto petista de volta ao Planalto.

Não está descartada uma nova conversa com o governador Ricardo Coutinho, de quem o PT quer arrancar o apoio a Lula.

Conseguirá mais êxito do que Gleisi?

Heron Cid

Filiado ao PP, presidente da FPF chuta para o gol: “Praticamente fechado com Lucélio”

Presente no encontro de pré-candidatos do PP com a direção do partido, no último sábado (21), na casa do ex-deputado Domiciano Cabral, o presidente da Federação Paraibana de Futebol e pré-candidato a deputado federal pelo partido, Nosman Barreiro, chutou a bola que o deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP) colocou na marca da cal.

“Houve a decisão nacional [apoio do Centrão a Geraldo Alckmin] que ajudou mais ainda a decidir as coisas na Paraíba. Estamos praticamente fechado com Lucélio [Cartaxo]. A probabilidade é de 90%”, finalizou Nosman para o gol do PV.

Efeito Centrão-Alckmin: DEM convoca Efraim

A executiva nacional do Democratas convocou o deputado federal Efraim Filho para uma reunião em Brasília na próxima quarta-feira (25). No centro do encontro, os efeitos da aliança do Centrão com o presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB) para os estados.

>> Efeito Centrão-Alckmin respinga na Paraíba

Efraim Filho e Efraim Morais, filho e pai, comandam o partido na Paraíba e recebem desde a última semana forte pressão para reprodução da dobradinha com o PSDB no estado, o que implicaria no rompimento com o PSB.

Efeito Centrão-Alckmin respinga na Paraíba

A aliança do Centrão com o presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB) exigirá do governador Ricardo Coutinho e do pré-candidato do PSB ao governo do Estado, João Azevedo, esforços que não estavam previstos nos últimos dias de pré-campanha. Isso porque está em processo de construção a reprodução da aliança DEM-PSDB nos estados.

ACM Neto, prefeito de Salvador e presidente nacional do Democratas, é quem está na linha de frente das articulações.

O primeiro efeito prático é não mais a garantia da manutenção do apoio ao PSB na Paraíba, dada até então como certa, apurou o Blog. Em Minas Gerais, o senador Antonio Anastasia (PSDB) pode retirar sua candidatura ao governo e apoiar o deputado federal Rodrigo Pacheco (DEM). Ao Blog, Pacheco tratou o movimento como natural.

Coincidência ou não, o ex-senador Efraim Morais, presidente estadual do legenda na Paraíba, e o deputado federal Efraim Filho (DEM) se encontraram neste fim de semana com o pré-candidato ao governo, Lucélio Cartaxo (PV), e o senador Cássio Cunha Lima (PSDB), no interior.

No fim tudo pode até permanecer como estar, mas os girassóis terão uma dor de cabeça a mais.

Eleitor paraibano é o quarto do Brasil que mais vende voto

A Paraíba é o quarto estado do país com o maior índice de investigações por crimes eleitorais. Segundo levantamento do jornal O Estado de São Paulo, entre 2006 a 2016, a Paraíba apresenta uma média de 7,34 inquéritos a cada 100 mil eleitores, atrás somente de Roraima, Acre e Rio Grande do Norte. A maioria dos procedimentos abertos se refere a compra de voto.

Os números fazem parte de uma apuração feita com base em relatórios da Polícia Federal obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI). A reportagem comparou dados do número de inquéritos de matéria eleitoral enviados pela Divisão de Assuntos Sociais e Políticos (Dasp), da Polícia Federal, com a quantidade de eleitores de cada um desses Estados.

Procuradores eleitorais, delegados e presidentes dos tribunais regionais eleitorais ouvidos pelo Estado apontam que esse tipo de problema é impulsionado pela dependência que essas regiões têm em relação a empregos relacionados à máquina pública. Roraima é o Estado que mais registrou esse tipo de ocorrência – 12,9 por cada 100 mil eleitores, em média, na década.

“De dez anos para cá o voto de cabresto tem diminuído, mas ainda é um grande problema. A falta de acesso a educação e profissionalização, e por consequência, postos de trabalho, faz com que esses eleitores dependam muito de vínculos políticos regionais”, disse o secretário judiciário do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba, Helder Silva Barbosa.Segundo ele, houve uma “institucionalização” do voto de cabresto em algumas regiões. “Prefeitos ameaçam terceirizados ou dizem aos eleitores que as escolas vão fechar, o vale gás não será mais concedido e aquele contrato terceirizado será cancelado.”

Estados do Norte e Nordeste receberam reforço da PF

Em razão do número de casos registrados, Norte e Nordeste são as regiões que mais receberam, na década, reforço da Polícia Federal no período eleitoral, tanto no primeiro quanto no segundo turno das eleições, segundo relatórios da PF. Dos oito Estados que pediram auxílio para a realização do último pleito nacional em 2014, sete eram dessas regiões, além do Distrito Federal.

Ainda assim, esses números podem representar apenas parte do fenômeno, já que muitas denúncias não resultam em inquérito. “A maior parte dos crimes eleitorais é de menor potencial ofensivo, como boca de urna e, via de regra, não resulta em inquérito policial. A apuração é feita em termo circunstanciado”, diz o procurador regional eleitoral em Rondônia, Luiz Gustavo Mantovani.

Para o professor de direito da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e promotor de Justiça Tácito Yuri de Melo Barros, a crise econômica e a forte dependência dos cargos públicos contribuem para que esse tipo de crime seja comum  nessas regiões.

“No Norte e no Nordeste essas questões são mais acentuadas, pois têm a ver com as necessidades da população. Às vezes a moeda de troca é ainda mais simples, nem sequer é um bem durável, mas sim comida, um botijão de gás”, diz.

Para o professor de Direito Eleitoral da FGV São Paulo e do Mackenzie, Diogo Rais, uma das explicações pode estar na importância da eleição na vida desses cidadãos. “Vive-se mais dentro da máquina pública do que em outras regiões. Em cidades menores o risco é ainda maior.”

Com Estadão 

PSOL larga na frente

O PSOL abriu a temporada de convenções partidárias na Paraíba. No Sindicado dos Trabalhadores em Ensino Superior da Paraíba (Sintes-PB), da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), o partido homologou Tárcio Teixeira como candidato ao governo do Estado, com Adjany Simplicio como vice. Nelson Júnior e Nivaldo Mangueira serão os candidatos ao Senado.

Disposto a pisar no calo das principais forças políticas da Paraíba, Tarcio pregou a autonomia política como diferencial PSOL para os demais partidos.

“Temos organização e autonomia política que nos permite a ser o primeiro partido a realizar convenção. Não temos amarras e conchavos que os outros tem e são obrigados a levar até o último dia pelas dificuldades do toma lá lá dá cá”, discursou.

Fim de feira

Não é por falta de tempo que partidos que ainda não se decidiram com quem caminhar nas eleições de outubro deixarão para tomar uma posição aos 48 minutos do segundo tempo, no apagar das luzes.

Já se foi a época que planos de governo era uma condição para realização de uma aliança. Nem mesmo os últimos escândalos que assolaram o país numa crise profunda foram capazes de mudar alguma coisa.

Nada mais interessa, a ordem agora é para o quem dá mais aqui ou ali. Seja para quem oferece ou recebe, o apoio virou negócio.

A ideologia foi trocada pela cenografia e conveniência penal. O discurso de oito anos perdeu a vez para uma vaga na chapa majoritária. Já a pluralidade política se esfacela por uma cadeira na Câmara Federal.

Nada de desenvolvimento para os estados, geração de emprego, tampouco estão preocupados com a vida dos brasileiros e brasileiras.

O poder transformou-se numa grande empresa e a prioridade no momento é a mesa de casa.

Se sobrar alguma coisa depois divide com o povo mais chegado.

Fim de feira!

Lula vai se tornando um cabo eleitoral da direita. Por Josias de Souza

Nenhum pai faria com um filho o que o pseudo-esquerdista Lula faz com a autoproclamada esquerda brasileira. Preso em Curitiba, Lula transformou sua hipotética candidatura presidencial num cavalho de batalha. Impede o PT de cuidar do Plano B e conspira contra a adesão de aliados ao projeto de Ciro Gomes. Com esses dois movimentos, Lula anima as campanhas da chamada direita.

Os partidos brasileiros, como se sabe, têm muitas cabeças e poucos miolos. O PT sofre da mesma falta de miolos, mas tem uma cabeça só. E Lula, o imperador do petismo, revela-se mais uma vez capaz de tudo, menos de compartilhar o poder e a influência. O imperador do petismo obriga o PT e seus satélites a segui-lo numa procissão que leva à cadeia, não à urna.

Inelegível, Lula aproximaria Ciro Gomes da Presidência se o apoiasse, cedendo-lhe o tempo de propaganda do PT. Em vez disso, conspira para isolar Ciro. As pesquisas indicam que Lula colocaria Fernando Haddad no segundo turno se anunciasse desde logo seu apoio ao poste petista. Mas Lula mantém sua candidatura cenográfica por conveniência penal.

Se esticar essa corda, Lula arrisca-se a assumir em 2018 o papel de cabo eleitoral da direita. Numa eleição imprevisível, já não é absurda a hipótese de um segundo turno disputado entre o tucano Geraldo Alckmin e o capitão Jair Bolsonaro.

UOL

Pré-candidata ao governo sugere uso de armas contra sistema político

Sabatinada pelo Arapuan Verdade, da Rede Arapuan de Rádios, a pré-candidata a governadora da Paraíba pelo PSTU, professora Rama Dantas, defendeu uma “rebelião armada” para combater o atual sistema político no país.

“Essa rebelião vai ser construída pelo povo e o povo é que vai dizer, se com arma ou sem arma para reverter essa situação, por uma sociedade que tenha sua necessidade atendida. Em algum momento vamos ter um confronto que, possivelmente, as pessoas possam pegar em arma. Não digo que vai acontecer isso, mas é um dos caminhos”, destacou.

De acordo com Rama Dantas, o PSTU quer fazer uma revolução no país e construir uma sociedade onde todos tenham direitos iguais. “Não queremos ver pessoa em condições sub-humanas enquanto uma quantidade pequena concentra a riqueza do país. Queremos construir uma sociedade mais justa”, afirmou.

Ela afirmou que no país já acontecem pequenas rebeliões em setores da população que são desassistidos por parte do governo.

“Quando se faz uma greve ou quando as pessoas que não tem casa ocupam um prédio público abandonado, isso é uma rebelião. É isso que o partido quer, dialogar e colocar para a população pobre e os trabalhadores que eles podem efetivamente gerir esse país e que essa riqueza fique nas mãos do povo. Ente,demos que eleição não adianta muita coisa, mas a rebelião do povo que é quem muda realidade no dia a dia”, destacou.

Questionada sobre suas propostas para a segurança pública, Rama Dantas considerou que o atual sistema precisa ser revisto no país. Ele defende que o plano de segurança seja construído com a sociedade.

“Não é número de efetivo ou de armas que vai resolver. A comunidade é que pode identificar o que gera a violência e cortar o mal pela raiz. O nosso governo vai ser pautado nos conselhos populares. O povo é que vai dizer como deve acontecer a segurança pública” enfatizou.

Roberto Targino – MaisPB

Pré-campanha uma ova. Por Heron Cid

No Brasil, lei existe mesmo para ser desrespeitada. A legislação eleitoral, coitada, essa é a Geni, entre todas, sempre pronta para ser cuspida e estuprada.

É o caso da chamada pré-campanha, uma sofisticação retórica para disfarçar a campanha eleitoral antecipada.

Com a redução do processo eleitoral, o que quase todos os candidatos estão fazendo, na prática, é a própria campanha.

São eventos partidários, caminhadas, visitas, seminários, reuniões, entrevistas, encontros, caravanas e o escambau.

A única diferença é que ainda não contam com o guia gratuito do rádio e TV.

Besteira, já transmitem mensagens e conceitos de candidatos em postagens pagas nas redes sociais.

Um pedido de voto indireto.

Os candidatos fingem que não estão em campanha. A Justiça Eleitoral finge que acredita. E assim tudo termina bem no Brasil.

Heron Cid