A Bélgica foi melhor

Brasil perdeu para a ótima seleção Belga, com jogadores que atuam com destaque nas principais ligas do futebol europeu. Uma derrota natural assim como seria tratada uma eventual vitória. Não deu. Neymar, embora seja craque, não é nenhum salvador da pátria como parte da mídia ainda tenta impor. Não é e nunca será um Pelé. Talvez nunca seja um Ronaldo. E ainda que o trabalho de Tite seja ótimo, não está livre das críticas. Errou quando convocou Fagner, Fernandinho, Fred e Taison por não entender que havia melhores opções (Rafinha, Arthur, Luan e Vinicius Júnior) cito alguns. A insistência em Gabriel Jesus em péssima fase é até cabível de críticas, mas não foi por isso que o Brasil sucumbiu na Rússia. Sem caça às bruxas e/ou teorias da conspiração, a Bélgica foi melhor e mereceu.

O ponto de interrogação na dobradinha PT e PC do B

PT e PC do B caminharão juntos na eleição proporcional de 2018. A aliança firmada nesta quinta-feira (5) em um encontro de dirigentes dos dois partidos pode ser considerado o primeiro indício – após a crise com o PSB – que o PT seguirá com João Azevedo (PSB) ao governo do Estado e não com o PDT da vice-governadora Lígia Feliciano, tendo como base o apoio público do PC do B ao candidato do governador Ricardo Coutinho (PSB).

>> Crise no PSD

Por outro lado, em uma chance quase remota do cenário do PC do B mudar, a preço de hoje, a presidente e pré-candidata ao Senado, Gregória Benaria, considerou que “tudo só acontece nas convenções”.

Na dobradinha PT e PC do B sobrou um ponto de interrogação.

Crise no PSD

Em um dos últimos contatos da equipe de reportagem do Rádio Verdade (Rede Arapuan de Rádios) com o deputado e presidente do PSD, Rômulo Gouveia, antes de seu prematuro falecimento, o parlamentar não quis comentar sobre a adesão de Inaldo Leitão (pré-candidato à Câmara Federal) a pré-candidatura de João Azevedo (PSB) ao governo do Estado. Rômulo tratou no bastidor a pauta de negativa para o PSD.

Pouco tempo depois do desaparecimento de Rômulo, o que se teve foi uma enxurrada de pautas negativas para o partido. Da desistência do senador Raimundo Lira de disputar a reeleição a viagem do vice-presidente da legenda e deputado Manoel Ludgério para Brasília. Na capital Federal, Ludgério fez queixas ao presidente de honra do partido e ministro Gilberto Kassab sobre a posição do partido na Paraíba.

Ao Rádio Verdade, na última terça-feira (3), Ludgério diagnosticou: “Com o falecimento do deputado Rômulo, o partido parece também que faleceu”. O parlamentar ainda sugeriu que a presidente Eva Gouveia delegue a outras lideranças da sigla a condução do processo eleitoral.

Nesta quinta-feira (5), o vereador de Campina Grande, Pimentel Filho (PSD), endossou a fala de Ludgério.

“O partido simplesmente parou. Este é o pensamento de todos. É preciso que retomemos a condição de partido forte. O PSD não pode simplesmente estar sem encaminhamento”, disse ao Rádio Verdade.

Além de Pimentel, o suplente de vereador em João Pessoa, Marmuthe Cavalcanti, aguarda o retorno de Ludgério para uma reunião de definição.

Eva: “Ludgério pode ficar a vontade para procurar Kassab”

A presidente do PSD, Eva Gouveia, se contrapôs a insatisfação do vice-presidente da sigla e deputado estadual, Manoel Ludgério, com a aliança PV-PSDB.

“Não há insatisfação do partido (com a chapa PV-PSDB) e Ludgério pode ficar a vontade para procurar o ministro (Gilberto Kassab). Continuaremos apoiando Lucélio”, assegurou.

Eva ainda confirmou que o PSD abriu mão de compor a chapa majoritária após a desistência do senador Raimundo Lira.

Mais cedo, Ludgério sugeriu que Eva não estaria bem psicologicamente para tratar das articulações políticas e levará ao ministro Gilberto Kassab, presidente de honra do PSD, as queixas da aliança.

“Não podemos ser tratados apenas com gentilezas”, reclamou.

Ludgério vai a Kassab se queixar de posição do PSD na PB

O vice-presidente do PSD e deputado estadual Manoel Ludgério vai à Brasília nesta terça-feira (3) para se reunir com o presidente de honra do partido e ministro Gilberto Kassab. Insatisfeito com o tratamento recebido pela chapa PV-PSDB, desde a desistência do senador Raimundo Lira (PSD) de disputar a reeleição, Ludgério pode dar ao PSD um novo rumo na Paraíba.

“Vou pedi a orientação do nosso diretório nacional sobre a nossa conduta na Paraíba. O perfil do partido é de oposição, mas como temos dezenas de prefeitos, vice-prefeitos, tempo de televisão e temos uma musculatura em todo estado, não podemos ser tratados apenas com gentilezas”, disse ao autor do Blog.

Em uma posição mais dura, Ludgério sugeriu que a presidente e viúva do ex-deputado Rômulo Gouveia não está bem para tratar dos destinos do PSD.

“Se a presidente Eva não está bem psicologicamente para tratar desses assuntos, que delegue para outras pessoas. O partido não se resume a Eva, temos outros atores e filiados que precisam ser ouvidos”, criticou.

“Com o falecimento do deputado Rômulo, o partido parece também que faleceu”, completou.