Parlamentares gozam da cara do paraibano

A propositura de um voto de solidariedade ao apresentador Alex Filho, da TV Master, que não teria sido cumprimentado pelo prefeito Luciano Cartaxo, no debate da emissora na última segunda-feira (20), foi o saldo produtivo da Câmara Municipal de João Pessoa nesta quarta (22). O autor do pedido (negado) foi o vereador de oposição Humberto Pontes (Avante).

A considerar um levantamento feito pelo site G1, em novembro de 2012, o gasto mensal da Câmara Municipal é de R$ 189 mil – fora a remuneração dos vereadores. São quase R$ 16 mil por sessão. Dinheiro jogado no lixo.

Na Assembleia Legislativa, a sessão mais uma vez foi declaratória, como já aconteceu na semana passada. Apenas três deputados bateram o ponto: Raniery Paulino, Aníbal Marcolino e Branco Mendes. Os demais colocaram o bloco na rua para campanha.

Nem com a eleição batendo à porta, os parlamentares estão se constrangendo de gozar da cara do paraibano.

Cássio, Veneziano e o eleitor

Candidatos ao Senado e favoritos a eleição, Cássio Cunha Lima (PSDB) e Veneziano Vital (PSB) iniciaram a campanha dando explicações ao eleitor – é verdade que, no caso do ex-cabeludo, até antes pela então resistência do PT ao seu nome durante o processo de aliança com o PSB.

Cunha Lima e Vital defenderam o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Em um reduto petista, como se colocou a Paraíba nas últimas eleições, a posição provocou questionamentos. O tucano ainda votou a favor da contestada reforma trabalhista e esteve, como o PSDB, ao lado de Michel Temer no início de sua gestão.

Nas redes sociais, Cássio publicou, ontem, um vídeo que aparece dialogando com um eleitor. Nele, o senador enfatiza que nunca votou contra o trabalhador e lembra que a reforma da previdência ainda não foi votada pelo Congresso Nacional. Se desvencilhou das polêmicas que rondaram Brasília nos últimos tempos.

Durante a pré-campanha, Veneziano precisou ter jogo de cintura para se livrar da pecha de “golpista”, imposta pelo PT, que hoje caminha com o pessebista. Vital chegou a justificar que também votou pela investigação ao presidente Michel Temer, ainda como filiado do PMDB, e teve posição contrária às reformas do atual governo.

Prós e contras à parte, a 46 dias das eleições, nenhum candidato, seja de qual partido for, ousou usar as reformas como bandeira política. O voto ao impeachment de Dilma também passa despercebido.

Para Cássio e Veneziano, a precaução falou mais alto. A memória curta do eleitor já não é uma vantagem segura.

Lucélio On Fire

Bastaram dois debates para Lucélio Cartaxo colocar as garras de fora. Se o objetivo pregado no primeiro embate na TV Arapuan era de manter o “alto nível” na disputa, no terceiro encontro, ontem na TV Master, o candidato do PV foi para o ataque. Além das críticas mais contundentes ao governo, Cartaxo acusou José Maranhão de estar desatualizado e incapaz de comandar uma gestão compartilhada.

Tárcio Peixeira

Quando o assunto é colocar o dedo na ferida ninguém ganha de Tárcio Teixeira nos debates com os candidatos para governador da Paraíba. Em três encontros já realizados, o postulante do PSOL fez jus a condição de franco atirador.

O alvo preferido tem sido o governista João Azevedo (PSB), a quem desafiou no debate de ontem, da TV Master, a provar que o governo paga aos professores da rede estadual o piso nacional.

Em menor escala, Tárcio também tem pisado no calo de José Maranhão (MDB) e Lucélio Cartaxo (PV). Ambos são associados negativamente a Michel Temer e Luciano Cartaxo, respectivamente. Seja pela impopularidade do primeiro ou pelo laço familiar do segundo.

As facadas de Tárcio rendeu a propícia alcunha de Tárcio Peixeira.

Ibope: sem Lula, Bolsonaro lidera

No cenário sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva – condenado e preso na Operação Lava Jato –, o candidato Jair Bolsonaro (PSL) lidera a corrida presidencial das eleições 2018, com 20% das intenções de voto, segundo pesquisa Ibope/Estado/TV Globo divulgada nesta segunda-feira, 20. Ele é seguido por Marina Silva (Rede), com 12%, e Ciro Gomes (PDT), com 9%.

Já no cenário em que Lula é incluído, o ex-presidente aparece em primeiro lugar, com 37%, e Bolsonaro cai para a segunda colocação, com 18%.

Como Lula foi condenado em segunda instância e está preso por corrupção e lavagem de dinheiro, é candidato apenas do ponto de vista formal. Essa situação pode ser alterada a qualquer momento pela Justiça Eleitoral. Ou seja, o cenário mais provável da corrida eleitoral é aquele em que o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad figura como candidato do PT.

Nesse caso, Haddad tem 4% e aparece numericamente atrás do ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin, candidato pelo PSDB, que tem 7% das intenções de voto. Ainda neste cenário, o senador Alvaro Dias (Podemos) tem 3%.

Apenas para referência, a pesquisa CNI/Ibope feita no final de junho mostrava Lula à frente, com 33%, seguido de Bolsonaro (15%), Marina (7%), Ciro (4%) e Alckmin (4%). No cenário sem Lula, Bolsonaro aparecia com 17%, Marina com 13%, Ciro com 8%, e Alckmin com 6%. Haddad tinha apenas 2%.

Estadão 

Bayeux contrata 800 servidores em cinco meses de Noquinha

Em cinco meses de gestão, o prefeito interino de Bayeux, Noquinha (PSL), contratou cerca de 800 pessoas, informou o presidente do Tribunal de Contas do Estado, conselheiro André Carlos Torres, ao Arapuan Verdade nesta segunda (20).

A corte elaborou um relatório para cobrar do gestor providências na administração municipal.

O conselheiro explicou que foram emitidos 18 alertas e que esse foi um dos motivos que levou uma auditoria sugerir que o Governo do Estado intervenha na gestão, decisão que ainda será levada para plenário.

Quinze candidatos usam títulos religiosos na Paraíba

“Você não é ungido pra perder, com Cristo é vencer ou vencer”. O louvor da cantora evangélica Cassiane é o hit da campanha para quinze candidatos a deputado estadual e federal que usam títulos religiosos no nome que vai a urna.

>> Aliado sugere Bolsonaro no palanque de Maranhão

O campeão é pastor/pastora, com 7 casos, seguido de irmão, com 5, e missionária, bispo e frei, todos com um exemplo.

Abaixo a lista:

Deputado Estadual – 9

Pastora Auxiliadora (PV)

Pastora Glaucia (PRTB)

Pastor Edmilson (Pros)

Pastor Givaldo (Patriotas)

Irmão Cézar (PSL)

Irmão do táxi (MDB)

Irmão George (PMN)

Irmão Jean (Pros)

Irmão Renildo (PDT)

Deputado Federal – 6

Pastor Luciano (PPL)

Pastor Mauro (PTC)

Pastor Roberto (DC)

Missionária Cláudia (PRTB)

Bispo José Luiz (PRB)

Frei Anastácio (PT)

Aliado sugere Bolsonaro no palanque de Maranhão

Jair Bolsonaro (PSL) ainda não tem palanque na Paraíba. A situação fez o presidente estadual do PSL, Coronel Francisco de Assis, sugerir ao senador José Maranhão (MDB), candidato a governador, o capitão do exército.

Líder nas pesquisas para presidente, Bolsonaro sofre resistência no Estado por posições radicais, como a defesa do armamento.

Na Paraíba, o PSL é coligado ao PV e PSDB, cujos caminham com Marina Silva (Rede) e Geraldo Alckmin (PSDB).