A distinção que a urna não faz

A distinção que a urna não faz

Duas horas depois do fim da votação nesse domingo (28) o Brasil conhecia o novo presidente da República: Jair Bolsonaro (PSL). O capitão da reserva, que levantara suspeita sobre o eficiente sistema de votação do país, teria queimado a língua se o objetivo não fosse o de apenas tumultuar a já tumultuada eleição. 

Vitorioso na disputa contra Fernando Haddad (PT), Bolsonaro contabilizou 57,7 milhões de votos. A diferença entre os dois candidatos foi superior a 10,7 milhões de votos. As urnas que deram vitória a Bolsonaro só não ainda distinguem quantos votos de fato são do agora presidente eleito. Quantos milhões de brasileiros teriam votado pelo projeto de governo que ele tem a oferecer ao Brasil ou por uma reação de autodefesa contra os desmandos administrativos do PT. 

Do lado oposto, a reprodução de um mesmo sentimento contra o discurso intolerante do novo chefe do Palácio do Planalto. Bolsonaro não debateu, destilou ódio no discurso e quando (pouco) falou se limitou a dizer que vai “bater forte” na questão da segurança pública. 

É representativo que a maioria de seus eleitores tenha celebrado muito mais o fim da era petista, com gritos de “Fora PT”, do que a vitória do militar, com o marcante “Mito”. 

Armado

O primeiro discurso de Jair Bolsonaro como presidente eleito não fugiu do Bolsonaro candidato. Em mais uma live no facebook, atacou a imprensa e adversários. “Grande parte da grande mídia o tempo todo criticando, colocando-me em uma situação muitas vezes próximo a uma situação vexatória sobre aquilo que falavam a meu respeito”, disse.

“Não poderíamos mais continuar flertando com o socialismo, com o comunismo e com o populismo”, continuou. 

Tudo como dantes no quartel de Abrantes.

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