Abre Aspas

“Nós ainda temos que conviver com declarações débeis feitas de forma irresponsável por um membro do parlamento brasileiro. É algo inacreditável que no Brasil, em pleno século XXI, tenhamos que ouvir tantas asneiras de quem representa o povo. O preço da democracia e das instituições funcionando é a eterna vigilância. Nada justifica a defesa de fechamento de instituições republicanas com legitimidade institucional. Nem a ignorância justifica esse tipo de declaração”, disse o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, sem citar o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL) nominalmente.

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Atacar o Judiciário é atacar a democracia, diz presidente do STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, divulgou hoje (22) uma nota oficial em que afirma ser fundamental para a democracia garantir a independência da Corte.

“O Supremo Tribunal Federal é uma instituição centenária e essencial ao Estado Democrático de Direito. Não há democracia sem um Poder Judiciário independente e autônomo. O País conta com instituições sólidas e todas as autoridades devem respeitar a Constituição. Atacar o Poder Judiciário é atacar a democracia”, diz a nota.

O texto foi divulgado pelo STF após a repercussão de uma fala do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), em que o parlamentar diz que para fechar o Supremo “não manda nem um jipe, manda um soldado, um cabo”.

Toffoli, que estava na Itália em viagem a trabalho quando a fala de Bolsonaro repercutiu no Brasil, se manifestou após outros ministros também falarem sobre o caso. Ao jornal Folha de S. Paulo, o ministro Luís Roberto Barroso havia dito que o STF deveria se manifestar a “uma só voz”.

Também nesta segunda, o ministro Celso de Mello, o mais antigo do Supremo, classificou de golpista a fala do deputado. “Essa declaração, além de inconsequente e golpista, mostra bem o tipo (irresponsável) de parlamentar cuja atuação no Congresso Nacional, mantida essa inaceitável visão autoritária, só comprometerá a integridade da ordem democrática e o respeito indeclinável que se deve ter pela supremacia da Constituição da República!!!!”, disse o decano em nota também publicada pela Folha de S. Paulo.

O ministro Alexandre de Moraes, durante evento sobre os 30 anos da Constituição no Ministério Público de São Paulo (MP-SP), nesta segunda, afirmou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) deveria abrir um procedimento para investigar a fala do deputado, pois a depender do contexto, poderia configurar crime de incitação às Forças Armadas, conforme a Lei de Segurança Nacional. Sem citar diretamente Eduardo Bolsonaro, Moraes disse ser inacreditável que em pleno século 21 “tenhamos que ouvir tanta asneira dita da boca de quem representa o povo”.

Ontem (21), a ministra do STF Rosa Weber, presidente ainda do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), também rebateu as declarações de Eduardo Bolsonaro. “No Brasil, as instituições estão funcionando normalmente e juiz algum que honra a toga se deixa abalar por qualquer manifestação que eventualmente possa ser compreendida como inadequada”, disse ela.

Agência Brasil 

Vai faltar psiquiatra

Jair Bolsonaro (PSL) ainda não havia tomado conhecimento sobre a autoria do filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), contra o Supremo Tribunal Federal (STF), quando comentou: “Isso não existe. Se alguém falou em fechar o STF, precisa consultar um psiquiatra”, disse o presidenciável, ontem (21), a jornalistas. 

Quando foi informado que a ameaça ao judiciário partiu do herdeiro, Bolsonaro – como de praxe – duvidou da veracidade do conteúdo. A insanidade de Eduardo Bolsonaro, porém, não é exclusiva do parlamentar paulista. 

O general Eliéser Girão Monteiro Filho, deputado eleito pelo PSL no Rio Grande do Norte, defendeu o impeachment e a prisão de ministros do Supremo Tribunal Federal responsáveis pela libertação de políticos acusados de corrupção. Na Paraíba, o vereador Marcos Henriques (PT) pediu a prisão do juiz Sérgio Moro, por colocar atrás das grades políticos corruptos do seu partido.

O próprio PT cogita no programa de governo “limitar ao controle de constitucionalidade das leis” a atuação do Supremo. O deputado federal Wadih Damous (PT-RJ) defendeu há pouco tempo o fechamento do STF e a criação de uma corte exclusivamente voltada para questões constitucionais. O ex-ministro José Dirceu já falou em tirar todos os poderes dos ministros. Se a sugestão de Bolsonaro for aceita, faltará psiquiatra no hospício chamado Brasil. 

OAB repudia ameaça contra o Judiciário

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cláudio Lamachia, repudiou a ameaça do filho do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), contra o Judiciário. Em nota divulgada neste domingo (21), Lamachia enfatizou que, rejeita “as propostas que visem a minar o funcionamento das instituições da República, a negar vigência à atual Constituição Federal e a cassar direitos individuais fundamentais, como habeas corpus e sigilo profissional”.

“Chamamos atenção, especialmente, para o papel fundamental que o Supremo Tribunal Federal tem cumprido neste momento de crise. O mais importante tribunal do país tem usado a Constituição como guia para enfrentar os difíceis problemas que lhe são colocados, da forma como deve ser. É obrigação do Estado defender o STF”, disse Lamachia.

Em vídeo que circula nas redes sociais, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) diz que fecharia o Supremo Tribunal Federal (STF) caso a Corte impugnasse a candidatura do pai (veja aqui). “O pessoal até brinca lá. Se quiser fechar o STF você não manda nem um Jipe, manda um soldado e um cabo”, disse o parlamentar.

Weber minimiza 

Em viagem a Itália, o presidente do STF, Dias Toffoli, não comentou a afronta de Eduardo Bolsonaro ao Judiciário. Coube à ministra Rosa Weber, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), se manifestar. “O vídeo foi desautorizado pelo candidato. No Brasil as instituições estão funcionando normalmente. E juiz algum que honra a toga se deixa abalar por qualquer manifestação que pode ser compreendida como inadequada”.

“Ricardo se tornou inimigo nº 1 de Bolsonaro na Paraíba”

A relação entre governo federal e estado da Paraíba promete ser tensa a partir de 2019, com a iminente eleição de Jair Bolsonaro (PSL) para presidente da República.

Eleito deputado federal da Paraíba, o vice-presidente nacional do PSL, Julian Lemos, escreveu que o governador Ricardo Coutinho (PSB) “se tornou o inimigo número 01 de Jair Bolsonaro na Paraíba”.

“Vossa majestade o “rei” Ricardo está desesperado, já não sabe o que fazer, pois não consegue levantar o poste do “Andrade”. Ops!, Haddad”, alfinetou Lemos.

“O “rei” não apenas é mal informado como também é mal intencionado quanto a Jair Bolsonaro, tenta levar o povo da Paraíba ao erro, tem uma verdadeira obsessão em atacar de modo leviano Jair Bolsonaro, pois é logo mais ex-governador, o sr. não será ministro, o sr. não terá a tão desejada imunidade e Jair Bolsonaro será sim presidente do Brasil”, prosseguiu.

Coutinho conseguiu eleger em primeiro turno o ex-secretário João Azevêdo (PSB) como novo governador e, desde então, ambos atuam na linha de frente da campanha do presidenciável Fernando Haddad (PT) na Paraíba.

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Ricardo Coutinho se tornou o inimigo número 01 de Jair Bolsonaro na Paraíba. Pois é, vossa majestade o "rei" Ricardo está desesperado, já não sabe o que fazer pois não consegue levantar o poste do "Andrade" Ops ! Haddad ! O "rei" não apenas é mal informando como também é mal intencionado quanto ao Jair Bolsonaro, tenta levar o povo da Paraíba ao erro, tem uma verdadeira obsessão em atacar de modo leviano Jair Bolsonaro, pois é logo mais ex governador, o Sr. Não será ministro, o Sr. Não terá a tão desejada imunidade, e Jair Bolsonaro será sim Presidente do Brasil. Já o candidato "Andrade" o poste criminoso, que responde por corrupção passiva, lavagem de dinheiro, associação criminosa, caixa dois, improbidade administrativa, pela propina da construtora UTC de 2,6 milhões para pagar dúvidas da campanha em 2012, desvio de 129 milhões da reforma do teatro municipal na sua gestão, réu por improbidade administrativa por superfaturamento da ciclovia, etc, etc e etc… Também acertará suas contas com a justiça, boa sorte a todos vocês, porque o azar já é certo para essa esquerda podre e corrupta desse país, Hasta la vista, baby ! #Julianlemosdeputadofederalpb

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OAB reagirá à ameaça de Eduardo Bolsonaro ao STF

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) irá se posicionar contra a ameaça do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), ao Supremo Tribunal Federal (STF). É o que disse ao Blog o presidente nacional Cláudio Lamachia, já com conhecimento do conteúdo do vídeo no qual o parlamentar diz que o STF – caso impugnasse a candidatura do pai – poderia ser fechado por militares. O vídeo foi gravado em uma palestra para concurseiros no dia 9 de julho em Cascavel (PR) (assista abaixo).

“Será que eles vão ter essa força mesmo?”, questionou Eduardo Bolsonaro. “O pessoal até brinca lá. Se quiser fechar o STF você não manda nem um Jipe, manda um soldado e um cabo”, completou o parlamentar.

Pelas redes sociais, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, manifestou repúdio ao filho de Jair Bolsonaro.

“As declarações do dep. E Bolsonaro merecem repudio dos democratas. Prega a ação direta, ameaça o STF. Não apoio chicanas contra os vencedores, mas estas cruzaram a linha, cheiram a fascismo. Têm meu repúdio, como quaisquer outras, de qualquer partido, contra leis, a Constituição”, escreveu FHC.

Tucanos votam em Bolsonaro, mas não declaram

O alto escalão do PSDB na Paraíba vota em Jair Bolsonaro (PSL) no segundo turno da eleição presidencial, mas não declara – a exceção é o prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSDB), que não só diz que vota, mas vai as ruas para fazer campanha. O tucano está em vias de deixar o partido.

>> Eleição revela falsos profetas 

Tucanos não querem correr o mesmo risco do senador Cássio Cunha Lima (PSDB), que associou a sua imagem ao impeachment de Dilma Rousseff (PT) e consequentemente a impopularidade de Michel Temer (MDB). Desgastado pelos adversários com a alcunha de ser o “o senador de Temer”, Cunha Lima não conseguiu a reeleição.

Muitas incertezas cercam o governo do provável presidente do país, a partir de 2019. Ninguém quer arriscar.

Eleição revela falsos profetas

Abre aspas para o famoso pastor André Valadão: “A minoria será minoria sempre. Carregam ideias tão fracas, sujas, e de rebelião que qualquer pessoa comum e em sã consciência não apoia a “minoria” mesmo!”, disse através de uma tuitada.

Pastor da Igreja Batista da Lagoinha, em Orlando, Estados Unidos, e irmão da cantora Ana Paula Valadão, André Valadão simboliza o que há de pior em líderes religiosos: vive daquilo que não prega para os fiéis.

Eleitor ferrenho do candidato a presidente do Brasil e líder das pesquisas, Jair Bolsonaro (PSL), Valadão não se poupa ao destilar ódio e ignorância nas redes sociais. Ao atacar minorias, o pastor atacou a Cristo. Logo, Cristo, o maior pregador da palavra de Deus e representante das minorias. Andou entre pobres, enfermos, ladrões, corruptos e prostitutas. Tinha doze discípulos. A maioria? A maioria escolheu Barrabás.

Em meio a tantos desalentos, eis uma grande contribuição das eleições: a revelação de falsos profetas.

TSE abre investigação sobre Bolsonaro

O corregedor do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Jorge Mussi, decidiu na noite desta sexta-feira (19) abrir ação para investigar a compra de disparos em massa de mensagens anti-PT pelo WhatsApp. Mussi atendeu a um pedido do PT contra o adversário Jair Bolsonaro (PSL).

No entanto, o ministro negou o pedido de medidas cautelares feito pelos advogados do PT, que queriam que houvesse busca e apreensão de imediato, e deixou de analisar o pedido de quebra de sigilo das empresas suspeitas. Mussi mandou notificar Bolsonaro e abrir prazo de cinco dias para que ele se manifeste.

PDT pede ao TSE nulidade de eleição presidencial 

O PDT de Ciro Gomes ingressou na tarde desta sexta-feira (19) com pedido no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) de anulação do primeiro turno da campanha presidencial deste ano.

O partido apresentou uma Aije (Ação de Investigação Judicial Eleitoral) contra o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, sob a suspeita de abuso de poder econômico, veiculação de fake news e recebimento de apoio empresarial.

O procedimento foi distribuído ao ministro Jorge Mussi, corregedor-geral eleitoral, e se baseia em denúncia publicada ela Folha de que empresas compraram pacotes de disparos de mensagens contra o PT no WhatsApp.

No pedido, o partido lembra que doação empresarial a campanha eleitoral, mesmo que por meio de um apoio, é vedada pela legislação eleitoral. E que foi cometido abuso de poder porque Bolsonaro não registrou a atividade em sua prestação de contas.

Ciro ficou em terceiro lugar na disputa eleitoral deste ano, atrás de Jair Bolsonaro (PSL) e de Fernando Haddad (PT). Na quinta-feira (18), o petista defendeu que o segundo turno deveria ser disputado entre ele e o pedetista.

O WhatsApp enviou notificação extrajudicial para as agências Quickmobile, Yacows, Croc services e SMS Market, determinando que parem de fazer envio de mensagens em massa e de utilizar números de celulares obtidos pela internet.

A empresa também baniu as contas do WhatsApp associadas a essas agências. Elas estão sob investigação e serão notificadas caso sejam comprovadas as irregularidades.

Folha de S. Paulo

Quem tem PDT e PSOL não precisa de inimigo

Depois de pedir ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para suspender o Whatsapp até o fim das eleições, o PSOL voltou atrás e desistiu.

O estrago nas redes, porém, estava feito. 

No dia que o candidato Fernando Haddad assinou um termo de compromisso para assegurar os direitos à “informação, liberdade de expressão” e a “liberdade de imprensa”, o aliado do PT tentou censurar o aplicativo mais popular do país sob a alegação de combater fake news. 

Quem tem o PDT de Cid Gomes e o PSOL como aliados não precisa de inimigo.