Jornalismo de luto

Boechat: a voz da indignação

“Perdemos Ricardo Boechat. E, com isso, a voz da indignação necessária”. A frase é do jornalista e apresentador da TV Globo, Chico Pinheiro, à rádio Gaúcha. No depoimento, Chico tratou o colega como alguém que ancorava o “jornalismo que não se acomoda”, capaz de se indignar com a “hipocrisia” e com a “mediocridade”. 

A propósito, foi essa indignação que Boechat levou ao ar em seu último programa (na manhã de hoje) na Band News FM. O comunicador relembrou as tragédias recentes de Brumadinho (MG) e o incêndio no CT do Flamengo como casos de negligência e impunidade no país, visto o desfecho de tragédias de um passado não tão distante – o incêndio da Boate Kiss, no Rio Grande do Sul, e o rompimento de uma barragem em Mariana (MG).

A indignação de Boechat também deu voz aos paraibanos quando o presídio de segurança máxima da Paraíba foi invadido por bandidos, permitindo que os presos mais perigosos do estado fugissem aos olhos das autoridades responsáveis, em setembro passado.

“A primeira providência é revogar o título de penitenciária de segurança máxima daquela espelunca. Segurança máxima desde que o bandido não ataque, porque se atacar leva”, bradou aquilo que pouquíssimos bradariam naquele dia. Na lata sem arrodeios.

O próprio Chico definiu tão bem o colega: “[Boechat] Era luz nestes tempos de treva”.

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