Futebol

Final sertaneja faria bem ao futebol paraibano

Atlético de Cajazeiras x Campinense e Botafogo-PB x Nacional de Patos farão as semifinais do ainda arranhado Campeonato Paraibano. O primeiro jogo dessa nova fase acontece já neste domingo (31), em Campina Grande. Pelos números, Atlético e Botafogo são os favoritos.

Mas vale ressaltar: nunca antes na história uma final sertaneja faria tão bem ao futebol local. Seria uma reedição da inédita final sertaneja de 2007 – quando o Nacional bateu o Atlético -, mas mais do que isso, também seria uma questão de justiça moral, com a Operação Cartola, responsável por desvendar uma poderosa organização criminosa que manipulava resultados do Campeonato Paraibano entre outras obscuridades com a paixão do povo.

A OCRIM tinha como personagens principais dirigentes de Botafogo e Campinense, clubes tradicionais do futebol desse estado, que foram amplamente beneficiados em competições passadas, mostraram as investigações da Polícia Civil e do Gaeco, do Ministério Público.

É verdade que dirigentes foram suspensos, outros foram banidos e todos cumprem medidas cautelares da Justiça. Mas os clubes saíram ilesos do ponto de vista prático da bola, já que não foram punidos e consequentemente tiveram direito a robustas premiações de competições maiores, “conquistadas” através da manipulação. Vale até o questionamento se a OCRIM segue de algum modo exercendo influência nos bastidores.

Se Atlético e Nacional fizerem por merecer dentro de campo estará prestando serviço moral ao futebol paraibano.

João Pessoa

O 1º de abril (antecipado) de Luciano

A relação do prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PV), com o secretário de Saúde do município, Adalberto Fulgêncio, seria digna de admiração pela fidelidade, se não fossem os áudios comprometedores que correm a cidade entre o chefe do executivo municipal e dois secretários (Adalberto e Diego Tavares), que explicam em parte a permanência de Fulgêncio na pasta e a defesa contundente do prefeito ao trabalho do amigo.

O blog questionou o prefeito nesta semana sobre os últimos acontecimentos na Saúde do município. Para não constranger o político, foi citado tão somente a interdição do bloco cirúrgico do Trauminha, em Mangabeira, e do caos (falta de médicos entre outras coisas) no Hospital do Valentina, que culminou na entrega dos cargos da direção administrativa e técnica da unidade. Uma criança, aliás, morreu no local neste mês. O Hospital nega falta de atendimento.

Luciano respondeu o seguinte:

“A direção do hospital está trabalhando bem, em sintonia com o CRM (Conselho Regional de Medicina), a pediatria está funcionando muito bem. Antigamente tínhamos um hospital que atendia adultos e crianças e nós transformamos num hospital infantil. O atendimento está cada vez mais humanizado. A mesma coisa em relação ao Ortotrauma, que recebe uma demanda extra gigantesca, que vai muito além da cidade de João Pessoa. É um hospital portas abertas. Estamos com UTI funcionando, estamos com todas as salas de cirúrgicas funcionando, atendendo à população, humanizando esse tratamento e fazendo investimentos que são importantes. A Saúde de João Pessoa é uma Saúde que atende todo estado da Paraíba”.

Para o mangabeirense ou qualquer outro morador da Zona Sul de João Pessoa, que recorre ao Trauminha por falta de alternativa, é quase uma afronta o prefeito dizer que a Saúde do município atende todo estado e o atendimento é humanizado. Não está atendendo nem a vizinhança. O bloco cirúrgico do principal hospital da gestão ficou fechado por quase um mês. Baratas foram encontradas nas salas cirúrgicas no Trauminha, tamanho é o descaso. A direção do Hospital do Valentina entregou o cargo por falta de condições de trabalho, porque não há médicos na escala de plantões. Nessa mesma semana uma criança morreu na unidade. Coincidência, não?

O Conselho Regional de Medicina da Paraíba ainda cobra reparos em uma segunda sala de cirúrgias do Trauminha. Também pela precariedade, vista recentemente na primeira sala do bloco. Difícil encontrar algum tipo de humanização, fora o discurso da boca para fora do prefeito.

E ainda não é nem 1º de abril.

Política

Daniella e o primeiro tijolo na construção de liderar oposição

Mãos à obra Em política não há espaço vazio e a senadora Daniella Ribeiro (PP) sabe bem disso. Fortalecida pelo último resultado na eleição, quando só ela escapou do vexame da oposição, com a eleição para o Senado, a progressista reuniu na manhã desta sexta-feira (29) deputados estaduais de oposição, em seu apartamento em João Pessoa.

Além de um farto café da manhã, Daniella ofereceu o compromisso de tomar frente dos embates entre oposição e governo. Há uma expectativa que ela ecoe nos microfones do Congresso, de modo mais acentuado, os desdobramentos da Operação Calvário.

O objetivo é um só: assumir o protagonismo do bloco e, quem sabe assim, construir uma candidatura ao governo em 2022.

O primeiro tijolo foi colocado.

Até maio

Bolsonaro em Campina

O presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), aceitou o convite do prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSDB), para inaugurar o Conjunto Habitacional Aluízio Campos.

A informação foi dada pelo secretário de Comunicação do município, Marcos Alfredo, ao blog. 

A data de entrega do Conjunto ainda depende de ajustes na agenda do presidente. Segundo Marcos, a inauguração deve acontecer até a primeira quinzena de maio. 

Serão entregues 4.100 residências, entre casas e apartamentos. Aluízio Campos é considerado o maior conjunto habitacional da Paraíba e acolherá aproximadamente​ 20 mil pessoas.

Política

Cruz, calvário e reza

E todos digam amém Depois do barraco na sessão dessa quarta-feira (27), na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), os deputados iniciaram os trabalhos no dia seguinte com uma reza conjunta no centro do plenário. A sugestão foi do deputado Chió (Rede), que saiu apavorado ontem com a baixaria. Assim sendo não falta mais nada na Casa: Cruz, calvário e reza. (Foto: André Gomes – Correio) 

ALPB

Adriano vai chamar o feito à ordem

Não é casa da mãe Joana O presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), Adriano Galdino (PSB), não gostou da baixaria que tomou conta da Casa nessa quarta-feira (27). Em São Luís (MA), para o encontro de presidentes das Assembleias Legislativas do Nordeste, Galdino disse à rádio CBN que terá primeiro uma reunião com o colegiado de líderes e uma outra com todos os deputados. Promete dar um puxão de orelha nos rebeldes. 

Errata: diferente do que foi informado inicialmente, o encontro acontece em São Luís e não em Brasília, e reúne presidentes das Assembleias da região Nordeste e não do país inteiro. Atualizado às 19h

Política

Barraco na ALPB tem murros na mesa e deputado apavorado

Baixo nível A confusão na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) teve quase de tudo: empurra-empurra, murros na mesa e deputado apavorado. Em meio ao bate-boca entre os deputados Cida Ramos (PSB) e Raniery Paulino (MDB), o parlamentar Cabo Gilberto (PSL) deu dois murros na mesa, o que assustou o também novato Chió (Rede), que se retirou imediatamente da Casa.

Política

Deputados desmentem versão de Cida

Barraco Deputados da própria base do governo, Ricardo Barbosa (PSB) e Wilson Filho (PTB), desmentiram a versão da colega de bancada Cida Ramos (PSB) sobre a acusação que fez ao líder da oposição, Raniery Paulino (MDB). Segundo Cida, Raniery chamou o ex-governador Ricardo Coutinho (PSB) de ladrão em meio a uma ríspida discussão no plenário com microfones desligados, o que teria causado o barraco na Casa.

Política

O Calvário da Assembleia

Assunto delicado O barraco na Assembleia Legislativa não poderia ter outro motivo: a Operação Calvário. Tudo começou quando o deputado Raniery Paulino (MDB) requereu a convocação do conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, Nominando Diniz [relator do processo que julga as contas da Cruz Vermelha], e da secretária de Saúde do Estado, Cláudia Veras, para uma sessão especial na Casa. A deputada Cida Ramos (PSB) acusou o emedebista de chamar o ex-governador Ricardo Coutinho (PSB) de ladrão em meio a uma ríspida discussão. Deputados da própria base do governo desmentiram a acusação da pessebista.