A despercebida passagem de Alckmin pela Paraíba

Não parece, mas o ex-governador de São Paulo e pré-candidato à presidência da República, Geraldo Alckmin (PSDB), esteve na Paraíba neste sábado (23) de São João. O tucano visitou Campina Grande e foi acompanhado de perto pelo presidente do PSDB-PB, Ruy Carneiro, o prefeito da cidade Romero Rodrigues, além dos deputados Tovar Correia Lima e Pedro Cunha Lima. Com pouca aceitação no Nordeste, Alckmin manifestou o interesse de ter um nordestino como vice. O aceno para região, no entanto, não causou nenhum frisson entre os forrozeiros do Parque do Povo que não deram a mínima para o presidenciável em uma passagem despercebida pelo estado.

Dançando para não dançar

Quase todos os pré-candidatos ao governo da Paraíba arrastaram o pé e registaram o momento nas redes sociais. O primeiro foi o senador José Maranhão (MDB), presente em praticamente todos os eventos juninos no estado. Depois, Lucélio Cartaxo (PV) e Lígia Feliciano (PDT) pegaram o embalo. Na ausência de João Azevedo (PSB), que ainda não caiu no forró, o pré-candidato ao Senado e deputado federal Veneziano Vital do Rego (PSB) dançou um xote com a esposa Ana Cláudia Vital [pré-candidata a deputada federal pelo Podemos]. Em tempo de São João, dançar é regra. Só não vale dançar na política.

A dura missão de torcer pelo Brasil

Antes fosse uma eventual carência técnica do time brasileiro como razão para afirmativa do título.

Vai além e pior.

Falta empatia de Neymar e os ‘parças’ para com o povo, e não, não é porque a grande parte dos 23 convocados atuam no exterior e não contam com a simpatia das maiores torcidas do país.

Com exceção de um e outro, os jogadores que representam a seleção brasileira na Copa da Rússia esbanjam antipatia e são mal-educados.

O badalado camisa 10 é o principal deles.

Para bola que joga é frustrante que Neymar seja um personagem tão intragável para o público. Um craque que não sabe ganhar, nem muito menos perder.

Quando está ganhando, Neymar tenta humilhar, mete carretinha, passa o pé por cima da bola, não se porta com dignidade.

Quando está perdendo, é violento, grosseiro, trapaceiro, dramático, ofende colegas, como fez com Thiago Silva contra a Costa Rica, grita com o árbitro para que não o encoste nele….

Atributos detestáveis.

No popular, é um grande mala. No pior sentido da expressão.

Cada qual com suas peculiaridades, o futebol brasileiro já teve outros grandes craques antes do ex-santista. Ronaldo, Romário, Rivaldo, Ronaldinho, Kaká… nenhum com o péssimo dom de jogar a torcida contra a seleção.

E para que não fiquemos só nele, foi pífia a colocação feita por Gabriel Jesus após a vitória – com as calças na mão – sobre a Costa Rica: “Todo mundo critica” e “precisamos de apoio” e o velho ‘todos contra a gente’.

Certamente estaremos novamente torcendo pela seleção brasileira contra a Sérvia, na próxima quarta (27), mas como tem sido duro torcer por ela.

Foto: Folhapress/Thiago Bernardes

ECAD bate no prato de Douglas Lucena

Dor de cabeça para o São João de Campina Grande, quando quase comprometeu o início da festa, o ECAD bateu na porta do prefeito de Bananeiras, Douglas Lucena (PSB).

Ou melhor, no prato.

>> Aos pés de Bananeiras

Enquanto almoçava com a equipe do Rádio Verdade e com lideranças políticas e religiosas do Município, o gestor recebeu a indigesta visita de dois representantes do Escritório Central de Arrecadação e Distribuição, a poucas horas do show do cantor Waldonys, que abriu o São João da cidade nessa quinta-feira (21).

Responsável por reservar direitos autorais a artistas musicais, o ECAD pediu a bagatela de 9 mil reais.

Aos pés de Bananeiras

Quem vai à Bananeiras pela primeira vez sai com uma certeza: o desejo de retornar. Foi com essa sensação que o autor do Blog deixou a cidade mais charmosa do Brejo da Paraíba na volta para João Pessoa após a edição especial do Rádio Verdade (Rede Arapuan de Rádios), no início da dobradinha com a Rádio Integração FM.

De um povo hospitaleiro, Bananeiras se diferencia de outras tantas cidades do interior do Nordeste, seja pelo clima gostoso neste período do ano, quando os termômetros chegam a marcar 15ºC, ou pela gastronomia saborosa e criativa, como o Peteca Gateau, a versão adaptada do tradicional Petit, esta feita com banana nanica, mel de engenho, canela e acompanhada de uma bola de sorvete de creme.

Foto: Heron Cid

Não esqueçamos das arquiteturas seculares, como a Igreja Matriz de Nossa Senhora do Livramento e o Colégio das Dorotéias, nem muito menos do autêntico São João nordestino (100% forró pé de serra), o que atrai turistas de todas as partes do Brasil.

Pequena, talvez, só no tamanho geográfico. Bananeiras e seus quase 25 mil habitantes se agigantam no exemplo de receptividade e originalidade que oferecem a todo estado.

Cada um só dá o que tem, diz Hervásio sobre o PT

O líder do governo na Assembleia Legislativa, Hervázio Bezerra (PSB), repreendeu o Partido dos Trabalhadores (PT), que ensaia uma aproximação com o PDT, da vice-governadora e pré-candidata ao Governo do Estado, Lígia Feliciano. “Cada um só da um que tem”, reagiu o deputado ao autor do Blog, na Rede Arapuan de Rádios.

>> PT abre o coração para Lígia

PT abre o coração para Lígia

O apoio a pré-candidatura de João Azevedo (PSB) não é mais a única alternativa do PT na Paraíba. O presidente estadual do partido, Jackson Macedo, admitiu ao autor do Blog, que conversa com o PDT, da vice-governadora e pré-candidata ao Governo do Estado, Lígia Feliciano. “É uma companheira que tem uma relação muito próxima conosco”, elogiou Macedo. “O PDT sinaliza com a presença do PT na chapa majoritária e teríamos uma boa condição na eleição proporcional”. Escanteado pelos girassóis, o PT abriu o coração para outras paixões.

Como quem desfrita um ovo. Por Josias de Souza

Com a rapidez de quem frita um ovo, o PT obteve na Câmara 190 assinaturas para convocar uma CPI sobre as delações da Lava Jato. Ao perceber que a iniciativa pegou mal, parte dos signatários corre para realizar ainda nesta quarta-feira a façanha de desfritar o ovo.

>> Tentativa de lavar a Lava Jato perde força na Câmara

Pelo regimento, a desconvocação da CPI só poderá ocorrer se pelo menos 96 apoiadores formalizarem um pedido de desistência. No final da noite desta terça-feira, o deputado Júlio Delgado (PSB-MG) disse ao blog que já havia colecionado 63 rubricas. Assegurou que recolherá nesta quarta as 33 assinaturas que faltam para devolver o ovo à casca.

O pedido de CPI foi protocolado na Mesa diretora da Câmara, em 30 de maio, pelo líder do PT, Paulo Pimenta (RS). Muitos deputados alegam ter assinado sem ler. Júlio Delgado diz ter corrido os olhos apenas sobre a “ementa” —um texto curto, que resume o requerimento. Pareceu-lhe inofensivo.

A ementa anota que o objetivo da CPI seria “investigar denúncias de irregularidades feitas contra Antonio Figueiredo Basto e outros, inclusive envolvendo escritório de advocacia, ocorridos no âmbito de alguns processos de delação.” Especialista em delações, o advogado Figueiredo Basto foi acusado de vender proteção a doleiros por US$ 50 mil mensais. Ele negou.

O problema, relatou Júlio Delgado, é que o texto da justificativa do pedido de CPI foi modificado. Do modo como foi escrito, deu margem à interpretação de que o objetivo da comissão parlamentar seria o de inviabilizar a Lava Jato. Disponível aqui, o texto que deu asas à suspeição anota a certa altura:

“O objeto da CPI deverá estender-se, por conexão, para ocorrência de irregularidades em sede de outras investigações, que estejam em desacordo com o quanto firmado na legislação de referência e na defesa do sistema de proteção de direitos e garantias insculpidas na Constituição Federal…”.

Como nem todo mundo deseja bulir com a Lava Jato, a CPI converteu-se numa iniciativa natimorta. “A Câmara não tem nem mesmo a prerrogativa de encerrar uma operação conduzida por outro Poder, no caso o Judiciário. Então, para evitar banalizações e interpretações equivocadas, decidimos reunir assinaturas para o requerimento de desistência da CPI.”

Quatro dezenas de deputados encaminharam à direção da Câmara pedidos individuais de desistência. Foram informados de que o regimento interno da Casa exige a apresentação de um requerimento coletivo. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), sinalizou em diálogos privados a intenção de arquivar o pedido de CPI por conta própria.

Maia alegaria que o requerimento não circunscreve a investigação parlamentar a um fato determinado, como exige a Constituição. Mas os deputados rogaram ao presidente da Câmara que não agisse sozinho. “Sabemos que essa CPI está morta, não vai prosperar”, disse Júlio Delgado. “Mas precisamos cumprir o nosso papel político.”

Em tempos de eleição, os políticos estão muito em evidência. Devem pelo menos tomar cuidado com as impressões digitais. A vida ensina que seriedade é feito virgindade. Perdeu, está perdida. Não dá segunda safra. Melhor não mexer com a Lava Jato.

UOL