PT abre o coração para Lígia

O apoio a pré-candidatura de João Azevedo (PSB) não é mais a única alternativa do PT na Paraíba. O presidente estadual do partido, Jackson Macedo, admitiu ao autor do Blog, que conversa com o PDT, da vice-governadora e pré-candidata ao Governo do Estado, Lígia Feliciano. “É uma companheira que tem uma relação muito próxima conosco”, elogiou Macedo. “O PDT sinaliza com a presença do PT na chapa majoritária e teríamos uma boa condição na eleição proporcional”. Escanteado pelos girassóis, o PT abriu o coração para outras paixões.

Como quem desfrita um ovo. Por Josias de Souza

Com a rapidez de quem frita um ovo, o PT obteve na Câmara 190 assinaturas para convocar uma CPI sobre as delações da Lava Jato. Ao perceber que a iniciativa pegou mal, parte dos signatários corre para realizar ainda nesta quarta-feira a façanha de desfritar o ovo.

>> Tentativa de lavar a Lava Jato perde força na Câmara

Pelo regimento, a desconvocação da CPI só poderá ocorrer se pelo menos 96 apoiadores formalizarem um pedido de desistência. No final da noite desta terça-feira, o deputado Júlio Delgado (PSB-MG) disse ao blog que já havia colecionado 63 rubricas. Assegurou que recolherá nesta quarta as 33 assinaturas que faltam para devolver o ovo à casca.

O pedido de CPI foi protocolado na Mesa diretora da Câmara, em 30 de maio, pelo líder do PT, Paulo Pimenta (RS). Muitos deputados alegam ter assinado sem ler. Júlio Delgado diz ter corrido os olhos apenas sobre a “ementa” —um texto curto, que resume o requerimento. Pareceu-lhe inofensivo.

A ementa anota que o objetivo da CPI seria “investigar denúncias de irregularidades feitas contra Antonio Figueiredo Basto e outros, inclusive envolvendo escritório de advocacia, ocorridos no âmbito de alguns processos de delação.” Especialista em delações, o advogado Figueiredo Basto foi acusado de vender proteção a doleiros por US$ 50 mil mensais. Ele negou.

O problema, relatou Júlio Delgado, é que o texto da justificativa do pedido de CPI foi modificado. Do modo como foi escrito, deu margem à interpretação de que o objetivo da comissão parlamentar seria o de inviabilizar a Lava Jato. Disponível aqui, o texto que deu asas à suspeição anota a certa altura:

“O objeto da CPI deverá estender-se, por conexão, para ocorrência de irregularidades em sede de outras investigações, que estejam em desacordo com o quanto firmado na legislação de referência e na defesa do sistema de proteção de direitos e garantias insculpidas na Constituição Federal…”.

Como nem todo mundo deseja bulir com a Lava Jato, a CPI converteu-se numa iniciativa natimorta. “A Câmara não tem nem mesmo a prerrogativa de encerrar uma operação conduzida por outro Poder, no caso o Judiciário. Então, para evitar banalizações e interpretações equivocadas, decidimos reunir assinaturas para o requerimento de desistência da CPI.”

Quatro dezenas de deputados encaminharam à direção da Câmara pedidos individuais de desistência. Foram informados de que o regimento interno da Casa exige a apresentação de um requerimento coletivo. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), sinalizou em diálogos privados a intenção de arquivar o pedido de CPI por conta própria.

Maia alegaria que o requerimento não circunscreve a investigação parlamentar a um fato determinado, como exige a Constituição. Mas os deputados rogaram ao presidente da Câmara que não agisse sozinho. “Sabemos que essa CPI está morta, não vai prosperar”, disse Júlio Delgado. “Mas precisamos cumprir o nosso papel político.”

Em tempos de eleição, os políticos estão muito em evidência. Devem pelo menos tomar cuidado com as impressões digitais. A vida ensina que seriedade é feito virgindade. Perdeu, está perdida. Não dá segunda safra. Melhor não mexer com a Lava Jato.

UOL

Tentativa de lavar a Lava Jato perde força na Câmara

Dos cinco deputados paraibanos que assinaram o pedido de abertura da CPI para investigar a Operação Lava Jato na Câmara, Benjamin Maranhão (MDB) é o único, até o momento, que avisou que vai retirar sua assinatura. Além de Benjamin, Luiz Couto (PT), Aguinaldo Ribeiro (PP), Hugo Mota (PRB) e Marcondes Gadelha (PSC) assinaram o requerimento, que tem como um dos autores o deputado Paulo Pimenta (PT-RS), mas com o apoio de líderes de diversos partidos, como MDB, PT, PP, PR, PDT, PCdoB e PSOL.

Após a repercussão negativa, mais de 30 dos 190 deputados que assinaram o pedido de abertura já pediram para que seus nomes sejam retirados da requisição. Para o documento ser cancelado, pelo menos 96 parlamentares precisariam desistir de apoiar a abertura da investigação.

A lista foi divulgada pelo O Antagonista.

Com BR18

Lira vê fritura do PV-PSDB

Ao Rádio Verdade, da Rede Arapuan de Rádios, o senador Raimundo Lira (PSD) abriu o jogo sobre a desistência de se candidatar à reeleição ao Senado. Lira admitiu que o PV, dos Cartaxos, e o PSDB, do senador Cássio Cunha Lima, o fritaram do processo eleitoral. “Eu não estava completamente consolidado na chapa”. O parlamentar ainda deixou em aberto um eventual apoio ao PSB na eleição estadual.

Nem Lula poupa a seleção

Não falta mais nada. Nem o ex-presidente Lula, preso há dois meses na sede da Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, poupou a seleção brasileiras das críticas pelo empate com a Suíça na estreia da Copa do Mundo.

Lula lembrou que o bom desempenho do time comandado por Tite nas Eliminatórias da Copa e nos amistosos não são garantias de sucesso na Rússia. “Treino é treino, jogo é jogo”, advertiu.

“O jogo de estreia da seleção mostrou uma máxima do futebol que sempre repetimos. Jogo de Eliminatórias é uma coisa, jogo de Copa do Mundo é outra”, declarou o ex-presidente. “Sinceramente, o fato é que não jogamos bem e o adversário fez o que tinha de fazer, que era impedir o jogo do Brasil.”

O comentário de Lula foi enviada à equipe do programa Papo com Trajano, comandado pelo jornalista José Trajano, ex-ESPN, e lida por um locutor na emissora educativa TVT, sediada em São Bernardo do Campo na Grande São Paulo, e pela Rádio Brasil Atual.

Lula ainda escreveu que a Alemanha não é invencível depois da derrota para o México na estreia. “Duas coisas ficaram provadas na primeira semana da Copa: a Alemanha não é invencível e, entre os maiores craques, só o Cristiano Ronaldo fez por merecer”.

“O resto é conversa pra mesa de bar”, concluiu Lula.

Um comentário que merecia cadeia nacional.

Pastor Everaldo: “Em 20 minutos, tudo pode mudar”

A caminho da Paraíba para o lançamento da pré-candidatura de Manoel Júnior ao Senado, o presidente nacional do PSC, Pastor Everaldo, recorreu ao slogan da Rádio BandNews para reforçar a tese de que nada é definitivo na política. “Em 20 minutos, tudo pode mudar”, brincou sobre a conjuntura paraibana.

>> Maranhão acredita em “pacto” com o PSC

Maranhão acredita em “pacto” com o PSC

O senador José Maranhão (MDB) não teme que a desistência de Raimundo Lira (PSD) valorize o passe do pré-candidato ao Senado, Manoel Júnior (PSC), o que comprometeria o apoio do PSC a sua pré-candidatura a governador. Ao Rádio Verdade, da Rede Arapuan de Rádios, Maranhão falou em “pacto fechado” com Manoel e os Gadelhas.

>> Damião: “Muita água vai passar por debaixo da ponte”

Damião: “Muita água vai passar por debaixo da ponte”

A desistência do senador Raimundo Lira (PSD) de disputar a reeleição ao Senado é somente mais um ingrediente de outros tantos que ainda estão por vir no processo eleitoral da Paraíba. A crença é do deputado federal Damião Feliciano (PDT), marido da vice-governadora e pré-candidata ao Governo do Estado, Lígia Feliciano (PDT), ainda sem nenhum apoio anunciado. “Muita água ainda vai passar por debaixo da ponte”, confia. “Na realidade tudo tem seu tempo. Muita gente que já fechou vai sair, e muita gente que ainda não fechou vai ficar”, disse ao Portal MaisPB.

>> Quem queimou Lira? 

Raimundo Lira sai do jogo

Longe do noticiário político nas últimas semanas, o senador Raimundo Lira (PSD) colocou um ponto final no mistério que o cercava. Em nota aos paraibanos, Lira desistiu de se candidatura à reeleição ao Senado.

DECLARAÇÃO ÀS PARAIBANAS E PARAIBANOS

CONSIDERAÇÕES:

O prematuro e surpreendente falecimento do meu querido amigo, o Deputado Rômulo Gouveia, cuja vida foi inteiramente dedicada à atividade política, sempre servindo às pessoas, a Campina Grande e ao nosso Estado, me fez parar neste momento de dor e sofrimento, e entender que deveria fazer uma reflexão. Uma profunda reflexão a respeito dos constantes e continuados apelos da minha família, sempre no sentido de abandonar a atividade política, atualmente objeto de grande desgaste junto à opinião pública na Paraíba e igualmente no Brasil. Pesou, sobretudo, a vontade contida da minha querida companheira e esposa Gitana.

DECISÃO:

Informo às Paraibanas e Paraibanos que, de forma definitiva, estou abrindo mão da minha atual condição de pré-candidato ao Senado Federal.

AGRADECIMENTOS:

Agradeço, com o mais sincero sentimento do meu coração, à minha Mulher, Filhos e Familiares, a todas as Paraibanas e aos Paraibanos que manifestaram apoio ao meu trabalho como Congressista, a todos os Agentes Políticos, especialmente aos mais de cem Prefeitos e Prefeitas que me prestaram apoio, aos meus amigos Deputados, que comigo conviveram e desbravaram os caminhos árduos da labuta política, à Imprensa Paraibana, predominante profissional e honesta, e, por fim, aos meus colaboradores e assessores, dedicados, esforçados e corretos.

Brasília, 18 de junho de 2018.