Daniella sobre o PSB: “Nunca tive problema pessoal com eles”

Paquerada pelo PSB para compor a chapa do pré-candidato João Azevedo ao governo, a deputada estadual Daniella Ribeiro (PP) está disposta a passar uma borracha nos oito anos de oposição ferranha ao modelo socialista.

>> PSB vai abrir mão de candidatos nos Estados

Ao ser questionada pelo autor do Blog, Daniella não titubeou em afastar qualquer tipo de constrangimento por eventualmente caminhar com o governo que combate.

“Nunca tive problema pessoal com eles. Eu tenho liberdade para abrir a boca para dizer o que penso”, disse a deputada antes de sublinhar.

“Não gosto de utilizar a palavra negociar”.

PSB vai abrir mão de candidatos em Estados

O peneirão do PSB atingirá três pré-candidatos a governador, informa a coluna Painel da Folha de SP.

>> Lira: a necessidade de apressar os passos

O partido conta hoje com 11 postulantes nos Estados.

Dos R$ 118,7 milhões que o PSB terá do fundo eleitoral, 55% (R$ 45,7 milhões) serão destinados ao financiamento de candidaturas proporcionais e 45% (R$ 37,4 milhões) aos candidatos majoritários.

Efeito que certamente não atingirá a Paraíba.

Lira: a necessidade de apressar o passo

Uma virose e um procedimento dentário afastaram o senador Raimundo Lira (PSD) do noticiário nas últimas semanas. O bastante para especulações ganharem corpo, como uma possível retirada de sua pré-candidatura a reeleição ao Senado.

>> A filosofia do amor, por Leonardo Gadelha

Ao autor do Blog, Lira tirou de tempo os boatos. “Candidatura mantida. Aprendi a ser senador e vou continuar como senador”, cravou.

“Não quero mexer nisso, a não ser que a coligação não queira que eu seja candidato”.

Como na política não há espaço vago, é bom Lira apressar o passo.

A filosofia do amor, por Leonardo Gadelha

O dia dos namorados contagiou o pré-candidato à Câmara Federal, Leonardo Gadelha (PSC).

Em resposta aos constantes cortejos do senador José Maranhão (MDB) – pré-candidato ao governo – ao PSC, Gadelha refletiu a relação.

“Como em todo relacionamento, o namoro começa com a amizade. E a amizade é muito profunda. Ela existe há muito tempo. A amizade está estabelecida e é a base do namoro. Eu diria que a paixão decorre da admiração”.

Um pensamento para derreter o coração apaixonado de Maranhão.

Só love

“Aqueles que pensam que o troca-troca de partido é uma solução vão ter uma decepção”

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A célebre frase é do senador José Maranhão, em março deste ano.

Ela tinha endereço: o vice-prefeito de João Pessoa, Manoel Júnior, em vias de deixar o MDB por falta de apoio do partido a então pré-candidatura de Luciano Cartaxo ao governo.

Maranhão só não imaginaria que a frase teria tanto efeito em um curto espaço de tempo.

Manoel, que desejara ascender à prefeitura com a descompatibilização de Luciano, trocou o MDB pelo PSC, soltou cobras e lagartos, mas de nada adiantou.

Luciano permaneceu na prefeitura e Manoel, que hoje almeja disputar o Senado, acabou preterido pelo grupo Cartaxo.

Restou compor uma iminente chapa majoritária com Maranhão, a qual classificou há dois meses como uma candidatura “irreversível, imutável e que não dialoga”.

“Político que guarda mágoa não olha para frente”, defendeu Manoel Júnior ontem, ao Frente a Frente, da TV Arapuan, apresentado por Heron Cid.

“Maranhão me conhece desde os meus primórdios, foi quem me lançou lá atrás, em 1988, em quem eu tinha votado para deputado federal”.

As farpas de ontem são os afagos de hoje.

Só love, só love.

Ciro Gomes vem à Paraíba sábado

O presidenciável do PDT participará do lançamento oficial da pré-candidatura da vice-governadora Lígia Feliciano ao Governo do Estado. O evento será em João Pessoa. Logo depois, Ciro segue para o Parque do Povo, em Campina Grande.

>> Lígia e o dedo na ferida

A pesquisa divulgada pelo DataFolha no último domingo (10) aponta Ciro e Geraldo Alckmin (PSDB), entre 6 e 7%, atrás de Lula (PT), 30%, Jair Bolsonaro (PSL), 17%, e Marina Silva (Rede), 10%. Sem o petista, preso na operação Lava Jato, Ciro fica atrás de Bolsonaro, com 19%, e Marina Silva, com 15% das intenções de voto. O pedetista oscila entre 10 e 11%.

Realizada entre a quarta-feira (6) e quinta-feira (7) da semana passada, a pesquisa teve como base 2.824 eleitores em 174 municípios em todos os Estados do País, mais Distrito Federal.

Paraíso, serpentes e as razões de Eva. Por Heron Cid

Ainda amargando o luto da morte do marido (Rômulo Gouveia), a ex-deputada Eva Gouveia, presidente estadual do PSD, não resistiu ao jogo bruto eleitoral. Rapidamente, percebeu que em política não existe passado. Só presente.

>> Lígia e o dedo na ferida

E foi isso que motivou a pelo menos dez prefeitos de sua base aderirem, sem a menor cerimônia, para outras candidaturas à Câmara Federal.

Além do esvaziamento, a ex-deputada e o empresário Robson Gouveia, irmão de Rômulo, não se afinaram quanto à estratégia a ser entabulada na ausência do líder.

Mas ela preferiu não declinar razões políticas e nem dissabores pessoais. Fez uma nota elegante saindo de cena, sem rancores.

Eva viu, da pior forma possível, que no paraíso da política não há maçãs. Só serpentes.

Heron Cid

Lígia e o dedo na ferida

Não há como negar que as pré-candidaturas de Lucélio Cartaxo (PV) e João Azevedo (PSB) ao Governo do Estado são as mais cobiçadas, em que pese o senador José Maranhão (MDB) apareça na dianteira em pesquisas que os partidos encomendam internamente.

>> Paraíso, serpentes e as razões de Eva. Por Heron Cid

A vice-governadora Lígia Feliciano (PDT) corre por fora, se ainda sem nenhuma forte aliança concretizada, mas disposta, para no pior dos cenários, encrencar o caminho dos favoritos.

Em uma hora de entrevista ao Rádio Verdade, da Rede Arapuan de Rádios, Lígia colocou pilha no jogo.

“Até a data das convenções muita coisa pode acontecer. Até quem já se decidiu pode voltar atrás. Tenho conversado com muitas legendas e construído alianças”, avisou.

A pedetista prega continuidade das “ideias” do governo Ricardo, a quem faz parte diretamente do segundo mandato do socialista, mas enfatizou a palavra independência como diferencial.

Independência que talvez só a própria Lígia e Zé Maranhão apresente no momento.

Simples: não são impulsionados por cabos eleitorais de luxo, uma dependência, que convenhamos, Cartaxo e Azevedo carregarão até outubro.

Com coração, Lígia bradou: “Se eu for eleita governadora, acima de mim, só Deus e o povo”.

E acrescentou: “Não vai ter ninguém dizendo o que vou fazer”.

Na ferida.

Para bom entendedor meias palavras bastam.