PSDB se rende ao pragmatismo. Por Heron Cid

O PSDB ainda tentou segurar a onda e sustentar o Plano P, nome dado pelo Blog ao projeto de candidatura tucana do deputado Pedro Cunha Lima. Envergou diante das pressões e da resistência dos prefeitos Luciano Cartaxo e Romero Rodrigues.

Como registramos aqui, anteontem, a cúpula do partido entendeu que a hora era de recuo para evitar maiores desgastes e fugir do risco de isolamento político.

Não deu outra. A reunião ontem em Brasília entre Luciano, Romero e o senador Cássio Cunha Lima sentenciou o que já era tendência: a unificação em torno da candidatura de Lucélio Cartaxo.

Em nota, os tucanos trataram ao anúncio de apoio como “mais um gesto de desprendimento” pela construção de uma unidade ampla e uma “agenda para o futuro da Paraíba”.

Na tradução, uma forma elegante de quem chega a conclusão de que é mais razoável tentar ganhar um pedaço do que arriscar perder de um todo.

E o pedaço do PSDB não é desprezível. Duas vagas na chapa, uma para a reeleição de Cássio e outra para Michelline Rodrigues, provável vice.

Tudo bem que nem se compara ao período em que o partido tinha domínio da cena e condições de se impor, mas os tempos são outros.

Prevalece, assim, o adágio popular: melhor um pássaro na mão, do que dois (tucanos) voando.

Heron Cid

Marcondes Gadelha adverte Oposição

Sem ser convidado para o encontro da Oposição, em Brasília, Marcondes Gadelha, presidente estadual do PSC, fez uma advertência para os perigos que tucanos e cartaxistas podem provocar.

“Há um risco de marchar desunido. Pensa-se que o fato de uma eleição em dois turnos beneficia a Oposição. O risco que corre é ja na eleição de senador, que só tem um turno”.

Além do PSC de Gadelha, o MDB do senador José Maranhão e o Progressistas da família Ribeiro não foram convidados para o encontro que reunirá o senador Cássio Cunha Lima, o prefeito Romero Rodrigues e o deputado Pedro Cunha Lima, do PSDB, e o prefeito Luciano Cartaxo, do PV.

PSB sugere Ricardo ressarcir Estado por viagem à Curitiba

O presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, sugeriu ao governador Ricardo Coutinho (PSB) ressarcir o Estado pela viagem à Curitiba para visitar o ex-presidente Lula (PT), preso na superintendência da Polícia Federal.

“O partido deveria pagar essa despesa. Talvez pela pressa ele [Ricardo] foi assim. É um problema que pode ser resolvida dessa forma”, opinou Siqueira ao programa Rádio Verdade, da Rede Arapuan de Rádios.

Em nota, Ricardo admitiu ter feito uso do erário para visitar o petista, o que repercutiu negativamente na imprensa nacional.

Rompimento com o PDT

Carlos Siqueira comentou sobre o rompimento do PSB com o PDT na Paraíba. Para o presidente do PSB, o “fico” de Ricardo a frente do governo não deveria ter causado uma consequência tão drástica.

“Ele quis cumprir todo seu mandato, se isso evitou a vice [Lígia Feliciano] de assumir é uma consequência natural. Não consigo ver isso como rompimento. Mas se ela [PDT] considera assim. O que se pode fazer?”, afirmou.

Um olho no peixe…

A executiva nacional do PV faz pouco caso com a postulação da família Cartaxo ao nome de Lucélio ao Governo da Paraíba.

O prefeito Luciano Cartaxo recebeu um chamado em Brasília para não descuidar da eleição proporcional. O objetivo principal da legenda no país é ultrapassar a cláusula de barreira de 1,5% dos votos válidos, o que garante repasse de recursos públicos e o acesso à propaganda na TV e rádio.

Depois, o que vier é lucro.

De fora

Mesmo estando em Brasília, o presidente da executiva estadual do Progressistas, antigo PP, e vice-prefeito de Campina Grande, Enivaldo Ribeiro, ainda não foi convidado para participar do encontro das lideranças da oposição marcado para acontecer nesta quinta-feira (12).

A reunião vai reunir o senador Cássio Cunha Lima (PSDB), o prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PV), o prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSDB), e Lucélio Cartaxo (PV).

PDT acusa grosseria de Ricardo para rompimento

O PDT trata publicamente a relação rompida com o governador Ricardo Coutinho (PSB).

Carlos Lupi, presidente nacional do partido, acusou Ricardo e aliados de terem sido grosseiros com a vice-governadora Lígia Feliciano após o “fico” no governo.

Ao programa Rádio Verdade, da Rede Arapuan de Rádios, Lupi enfatizou que o rompimento partiu do socialista.

“Não foi ela [Lígia] que rompeu, foi ele [Ricardo]. Ele foi muito grosseiro nas suas críticas. Na política o inimigo de hoje é o amigo de amanhã. Nunca podemos afirmar uma desamizade eterna ou uma amizade permanente”, afirmou.

Em Brasília, Lupi deve pedir para Lígia abrir diálogo com a oposição.

“Lígia é candidata a governadora e nós estamos trabalhando nas possibilidades de alianças. Tudo que ela precisar para fortalecer o palanque para construir alianças está dentro do contexto”, concluiu.

De supetão

O líder do PSB na Câmara Federal, Júlio Delgado (MG), criticou a precipitação de governadores do Nordeste que foram à Curitiba visitar o ex-presidente Lula na superintendência da Polícia Federal e acabaram barrados pela justiça.

“Eles foram de qualquer forma. Quiseram fazer uma visita como amigos e tinha um caráter político”, repreendeu Delgado.

Nesta quarta-feira (11), o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), vai constituir a comissão externa criada por partidos da oposição [PT, PSB, PDT, PCdoB e PSOL] para visitar Lula ainda sem data para acontecer.

“A comissão externa será constituída pela Câmara e tanto o judiciário, como a Polícia Federal serão comunicados que a comissão está sendo criada com esse objetivo, de fazer uma visita ao ex-presidente”, explicou.

Me dá um dinheiro aí

Paraibanos do PT farão doações para vaquinha virtual que o partido promove para ajudar a cobrir os custos do acampamento montado para abrigar apoiadores do ex-presidente Lula nas imediações da Polícia Federal em Curitiba.

Tanto o presidente estadual do partido Jackson Macedo, como o deputado Anísio Maia confirmaram depósitos.

“A doação do deputado é pequena porque sou liso. O que for dentro da minha possibilidade vou fazer, não só neste mês, como no próximo”, assegurou Anísio.

Anísio ainda prepara uma comitiva de paraibanos para integrar o ‘Acampamento Lula Livre’, próxima semana, em Curitiba.

“Anota aí: O povo vai soltar Lula”, arrematou.

Ricardo mira judiciário em Curitiba

O governador Ricardo Coutinho (PSB) participou de um ato no ‘Acampamento Lula Livre’, nas imediações da Polícia Federal em Curitiba, logo após a juíza Carolina Moura Lebbos, da 12ª Vara da Justiça Federal de Curitiba, barrar a visita de governadores do Nordeste ao ex-presidente.

O paraibano teceu críticas ao judiciário.

“Lula é uma espécie de preso político dentro do Brasil e não consegue uma visita sequer, mas estamos aqui representando o reconhecimento de grande parte do país que precisa voltar a ter respeitar à legalidade, às pessoas e à boa política”, discursou.

“Parece surreal que o melhor presidente que o Brasil já teve possa estar pagando uma pena dentro de um processo que cabe recurso e que não tem uma prova concreta”, acrescentou.

Ricardo seguiu bradando em defesa do petista.

“A resistência está espalhada em cada recanto do país. Nós vamos resistir e avançar”, concluiu.

Além de Ricardo e governadores do Nordeste, senadores e deputados, a exemplo do presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba, Gervasio Maia (PSB), estiveram em Curitiba. Eles escreveram uma carta a Lula.