Congresso

Maia deve vir à Paraíba

Atual presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), intensificará a sua campanha de reeleição no Nordeste.

Um dos destinos a ser visitado tende ser a Paraíba entre esta e a próxima semana. É o que sinalizou ao Blog o deputado Efraim Filho (DEM-PB).

Em entrevista recente, o paraibano destacou que “Rodrigo não é o preferido pelo PSL nem pela oposição, mas é o único que é aceito por ambos”.

O cenário, porém, se modificou em parte na última semana quando Maia recebeu o apoio do PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro e dono, a princípio, da segunda maior bancada na Câmara com 52 deputados.

O acordo desagradou o PP de Aguinaldo Ribeiro – que chegou a ser cogitado para disputa pelo presidente do partido, Ciro Nogueira -, dono da terceira maior bancada e ocupante da segunda vice-presidência da Casa, com o deputado André Fufuca-MA. Vaga que será do PSL, caso Maia prospere.

O apoio de Bolsonaro também comprometeu a relação com os partidos de esquerda – PT (56 deputados), PSB (32), PDT (28) e PC do B (9), além do MDB (34).

O dever de casa de Aguinaldo

Na nota que a Superintendência da Companhia Brasileira de Trens Urbanos na Paraíba garantiu a permanência do VLT – que seria encaminhado para Brasília – no estado, a de se destacar a atuação do deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP), líder do governo Michel Temer na Câmara, para o recuo da direção nacional. O parlamentar fez o dever de casa. 

PP coloca Ribeiro na rota para eleição da Câmara

A eleição presidencial nem acabou, mas os partidos já começaram a se articular nos bastidores para a eleição da presidência da Câmara Federal, que só acontece no dia 1º de fevereiro. 

Líder do governo do presidente Michel Temer (MDB) e ex-ministro do governo de Dilma Rousseff (PT), o paraibano Aguinaldo Ribeiro (Progressistas) é lembrado por partidos do Centrão para concorrer ao cargo, caso o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) não demonstre o desejo de disputar à reeleição. 

É o que disse o presidente nacional do Progressistas, senador Ciro Nogueira (PP-PI), ao jornalista Wallison Bezerra, do Portal MaisPB. “Um excelente nome, mas vamos saber primeiro se Rodrigo Maia é candidato, se for candidato ele tem a preferência nossa do partido, nós temos uma aliança já de algum tempo com ele”, pontuou. 

Indagado diante da possível não colocação de Maia para entrar na disputa e se Ribeiro figura como opção imediata, Nogueira pontuou: “Com certeza, é um dos principais nomes que temos no partido, um grande nome”, arrematou. 

Partido de Bolsonaro não abre mão

Ao autor do Blog, o presidente licenciado do PSL e deputado federal eleito, Luciano Bivar (PE), adiantou que o partido não abrirá mão de fazer o novo presidente da Câmara. O partido terá a segunda maior bancada da Casa, com 52 deputados eleitos contra 56 do PT, a partir de 2019.

“O presidente tem que ser um candidato do PSL. Aguinaldo [Ribeiro] não é. Todos tem direito de lançar candidato, mas a tradição da Câmara diz que tem que ser o partido que é vencedor e que tenha a maior bancada. O PP fez trinta deputados federais, não tem como viabilizar a candidatura dele”, disse.

O PP elegeu na verdade 37 deputados federais e terá a terceira maior bancada da nova Câmara.

Aguinaldo defende laço familiar da chapa PV-PSDB-PP

Articulador nato. Aguinaldo Ribeiro (PP) não esconde o poder de influência que exerce na política nacional. Ex-ministro do governo do PT e líder do governo Michel Temer na Câmara Federal, o homem forte do Progressistas na Paraíba transita em todos os lados. Antes de fechar com Lucélio Cartaxo (PV), foi procurado por PSB e MDB e abriu diálogo. Credenciais que o permitiram a condenar as críticas do governador Ricardo Coutinho (PSB) ao laço familiar da chapa PV-PSDB-PP.

“Tenho a família como princípio basilar da sociedade brasileira. Quem não quiser respeitar a família, problema de quem não respeita”, respondeu.

“Não estou preocupado com o governador, inclusive, ajudei muito o governo dele, com dinheiro para o viaduto do geisel, para  urbanização do açude de bodocongó, trouxe casas populares, faço política de forma construtiva e positiva. Não estou preocupado com o que ele diz”, enfatizou.

Mais cedo, o PV homologou Lucélio Cartaxo, irmão do prefeito de João Pessoa Luciano Cartaxo, como candidato a governador e Micheline Rodrigues (PSDB), primeira dama de Campina Grande, a vice. Cássio Cunha Lima (PSDB) e Daniella Ribeiro (PP), irmã de Aguinaldo, serão os candidatos ao Senado.

Ricardo toma chá de cadeira de ministro

O governador Ricardo Coutinho (PSB) testou o lado amargo da forte influência que o deputado Aguinaldo Ribeiro (PP) exerce no Ministério da Saúde, pasta que o PP comanda no governo Michel Temer. Ricardo e o deputado Hugo Mota (PRB) tomaram chá de cadeira do ministro da saúde, Gilberto Occhi, na semana passada.

A informação foi dada pelo jornal O Estadão, nesta segunda-feira (21).

Com audiência agendada, eles aguardaram uma hora e meia e não foram recebidos por Occhi.

“Congressistas da Paraíba dizem que as demandas do Estado só são atendidas na pasta da Saúde com o aval do deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), colega de partido do ministro Occhi. Procurado, o deputado não retornou”, publicou a coluna de política do Estadão.

Veja: Delator diz que Aguinaldo negociou propina com Pezão

O ex-ministro da Cidades e atual líder do governo na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (Progressistas), teria negociado uma suposta propina com o governador do Rio de Janeiro, Fernando Pezão (MDB). A informação é da coluna Radar, da revista Veja, na manhã desta segunda-feira (30).

Segundo Veja, o acordo aconteceu durante um jantar que teve a participação de Ribeiro e Pezão em 2014, antes do paraibano deixar o Ministério das Cidades.

A propina, de acordo com a coluna, era para a liberação de empréstimos no FGTS para obras na Baixada Fluminense.

A negociação foi divulgada na delação premiada do ex-secretário do Rio de Janeiro, Hudson Braga.

Confira a publicação

O ex-secretário Hudson Braga em sua delação narrou um episódio com o ex-ministro das Cidades Aguinaldo Ribeiro.

Aconteceu em 2014. Era um jantar. Luiz Fernando Pezão também estava presente.

Na ocasião, Ribeiro teria dito que seu sucessor na Esplanada, Gilberto Occhi, era sua indicação, junto com o senador Ciro Nogueira. Contou vantagem.

E naquele ponto começou a baixaria. Ele teria cobrado o pagamento de propina para liberação de empréstimos no FGTS para obras na Baixada Fluminense.

O crédito seria de 3,5 bilhões de reais. O equivalente, por fora, seria 15% desse valor.

Após negociarem, Ribeiro teria aceitado 0,5% do montante como sua parte devida.

O combinado seria que a OAS faria o depósito, que não ocorreu porque no dia acertado para a negociata a empreiteira sofreu um mandado de busca e apreensão.