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Final sertaneja faria bem ao futebol paraibano

Atlético de Cajazeiras x Campinense e Botafogo-PB x Nacional de Patos farão as semifinais do ainda arranhado Campeonato Paraibano. O primeiro jogo dessa nova fase acontece já neste domingo (31), em Campina Grande. Pelos números, Atlético e Botafogo são os favoritos.

Mas vale ressaltar: nunca antes na história uma final sertaneja faria tão bem ao futebol local. Seria uma reedição da inédita final sertaneja de 2007 – quando o Nacional bateu o Atlético -, mas mais do que isso, também seria uma questão de justiça moral, com a Operação Cartola, responsável por desvendar uma poderosa organização criminosa que manipulava resultados do Campeonato Paraibano entre outras obscuridades com a paixão do povo.

A OCRIM tinha como personagens principais dirigentes de Botafogo e Campinense, clubes tradicionais do futebol desse estado, que foram amplamente beneficiados em competições passadas, mostraram as investigações da Polícia Civil e do Gaeco, do Ministério Público.

É verdade que dirigentes foram suspensos, outros foram banidos e todos cumprem medidas cautelares da Justiça. Mas os clubes saíram ilesos do ponto de vista prático da bola, já que não foram punidos e consequentemente tiveram direito a robustas premiações de competições maiores, “conquistadas” através da manipulação. Vale até o questionamento se a OCRIM segue de algum modo exercendo influência nos bastidores.

Se Atlético e Nacional fizerem por merecer dentro de campo estará prestando serviço moral ao futebol paraibano.

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“É um monte de vagabundo, rapariga e sem vergonha”

O início do Campeonato Paraibano 2019 começou como terminou a edição anterior: sujo. Pelo menos foi o que saiu da boca dos dirigentes do Sousa Esporte Clube após o empate com o Campinense. O time de Campina Grande fez seu gol no último minuto em um interminável tempo de acréscimo dado pelo árbitro Eloane Gonçalves Santos, de Sergipe.

>> Paraibano começa mergulhado em corrupção

Abre aspas para o diretor do clube sertanejo Rafael Abrantes. “A mesma vagabundagem continua na Federação Paraibana. É um monte de vagabundo, rapariga, sem vergonha e tudo no mundo. Trouxeram um bandido para apitar em Sousa”. O presidente do Sousa, Aldeone Abrantes, que é presidente da Câmara Municipal daquela cidade, disse: “O diretor da Federação, que é de Campina Grande, pegou a bola e jogou para o Campinense bater a falta. Está filmado. Mas vai acontecer o quê? O Ministério Público tem que interver nisso aí”. Continuou: “Isso é um ladrão”.

Ouça o áudio capturado em transmissão da Rádio Progresso de Sousa.

O homem do apito

Você conhece Arthur Alves?

Arthur Alves é o novo comandante da arbitragem do futebol paraibano.

Ele é ex-presidente do Sindicato dos Árbitros de Futebol do Estado de São Paulo e desembarcou no estado por decisão da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) ainda na intervenção que antecedeu a vitória da advogada Michele Ramalho à frente da Federação Paraibana – tanto a intervenção, quanto a eleição, são alvos de investigação de fraude.

Em dezembro de 2015 foi demitido do antigo cargo que ocupava há dez anos na FPF (Federação Paulista de Futebol) após ter sido acusado de assédio moral e sexual pela árbitra Fifa Regildênia de Holanda Moura.

Em reportagem do site UOL, a época, mais mulheres relataram ter sofrido assédio de Arthur. Na mesma publicação, pesa contra o homem do apito na Paraíba a acusação entre outros crimes o de falsificação.

Dirigentes de outras federações reagiram com incredulidade ao saber que Arthur Alves está atuando na Paraíba. Ontem (4), aliás, comandou os testes físicos dos árbitros para o Campeonato Paraibano 2019.

No ano seguinte a Cartola – operação responsável por desvendar a compra de árbitros e fraudes no certame local – o futebol paraibano mostra que nada aprendeu.

Importação

O polêmico árbitro Marcelo Aparecido de Souza, o da final do Campeonato Paulista entre Palmeiras e Corinthians em 2018, é a primeira importação de Arthur Alves. Ele fará parte do quadro de árbitros da Federação Paraibana, que perdeu boa parte dos seus apitadores na Operação Cartola.

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Novo escândalo no futebol paraibano

Há uma semana o Blog cantou a pedra: novo escândalo à vista no futebol paraibano. Não deu outra. Fortes indícios apresentados hoje pela TV Globo apontam que a última eleição da Federação Paraibana de Futebol foi fraudada. E desta vez com dedo do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e do Treze Futebol Clube – que havia inicialmente escapado da Operação Cartola – para eleger a advogada Michele Ramalho. Assista aqui!