Política

TV repercute ‘lacração’ da presidente da FPF em ato pró-Bolsonaro

Não repercutiu bem a lacração da presidente da Federação Paraibana de Futebol, Michelle Ramalho, no ato pró-Bolsonaro, ontem (26), em João Pessoa.

O jornalista Juca Kfouri, da ESPN, levantou o assunto durante o programa Linha de Passe, na noite desta segunda-feira (27).

É de se respeitar, registre-se, a opção política da gestora do futebol local. Soa estranho, porém, pregar um discurso efusivo de moralidade, tendo sido eleita com apoio de Rosilene Gomes, que esteve à frente da entidade por 24 anos e recentemente condenada pela justiça por desviar materiais da federação.

Michelle ainda mantinha forte influência com Marco Polo Del Nero, que não sai do país pelo risco que corre de ser preso, e José Maria Marin, condenado e preso nos Estados Unidos.

Algumas coisas, convenhamos, não dá!

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Eleita por Rosilene, presidente da FPF lacra em ato pró-Bolsonaro

A presidente da Federação Paraibana de Futebol (FPF), Michelle Ramalho, lacrou (vídeo abaixo) durante a manifestação pró-Bolsonaro, ontem (26), em João Pessoa.

– Tudo que está acontecendo com o nosso capitão eu sinto na minha pele. O nosso futebol era viciado, era um futebol safado, era um futebol que não se podia confiar.

Continuou:

– Com muita transparência e moralidade, nós estamos conseguindo tirar o futebol da lama e vamos tentar ajudar o nosso capitão para tirar toda essa política e o Brasil da lama também.

Michelle Ramalho foi eleita presidente da FPF com apoio político da amiga e ex-presidente Rosilene Gomes, que comandou a entidade por 24 anos e condenada recentemente pela justiça a uma pena de 5 anos de prisão e 50 dias-multa, em regime semiaberto, por ter desviado materiais esportivos no valor de R$ 15 mil pertencentes à FPF.

Michelle também mostrava influência com os ex-presidentes da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Marco Polo Del Nero, que não sai do país para evitar o risco de ser preso, e de José Maria Marin, condenado pela justiça americana a quatro anos de prisão por crimes de organização criminosa, fraude bancária e lavagem de dinheiro no período em que foi presidente da CBF de 2012 a 2015.