Política

Moacir quer passar PSL-PB a limpo

Em alta com o presidente Jair Bolsonaro (PSL), o grupo político do prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSDB), abriu fogo contra o deputado federal Julian Lemos (PSL) pelo comando do PSL na Paraíba. 

A missão coube ao irmão de Romero e deputado estadual Moacir Rodrigues, já filiado ao partido. No último domingo (7), o parlamentar reuniu movimentos de direita com objetivo de fortalecer a legenda no estado. Moacir acusa Julian de não ter realizado nenhuma reunião após a eleição de outubro passado. 

Nesta terça-feira (9), na Assembleia Legislativa, Moacir insinuou que Julian Lemos é uma espécie de coronel e não estaria disposto, na condição de presidente provisório, a realizar eleição interna. E foi além: denunciou o partido de ter desviado dinheiro do fundo partidário através de candidaturas laranjas na Paraíba. “O partido deve ser passado a limpo, com laranja, limão e tudo”, afirmou. 

Segundo Moacir, o seu irmão teria interesse de ingressar no partido, com uma reorganização no diretório. 

Em nota à imprensa, Julian Lemos atacou Moacir de ser “boneco de ventríloquo”, sugerindo uma ação para beneficiar Romero, que teria interesse de comandar o PSL.  

O GLOBO

Bebianno tem surto de sinceridade: “Bolsonaro é uma pessoa louca”

Pronto para ser demitido do cargo de ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno teve um surto de sinceridade, revela o colunista Lauro Jardim do jornal O Globo. A um interlocutor, Bebianno disparou contra Jair Bolsonaro. “Perdi a confiança no Jair. Tenho vergonha de ter acreditado nele. É uma pessoa louca, um perigo para o Brasil”. Para o ex-presidente do PSL, a sua demissão não é apenas culpa de Carlos Bolsonaro, o 02. “O problema não é o pimpolho. O Jair é o problema. Ele usa o Carlos como instrumento. É assustador”.

governo Bolsonaro

Julian e um enigma

O deputado federal Julian Lemos (PSL) publicou um enigma no Instagram. Em meio a crise que envolve o ministro Gustavo Bebianno (Secretaria Geral da Presidência) com o vereador carioca Carlos Bolsonaro (PSC), o 02, e o presidente Jair Bolsonaro (PSL), o paraibano – alvo do filho do presidente em dezembro – postou uma imagem com os dizeres “o pior louco é aquele que acredita na própria loucura”. Na legenda, Julian adverte: “Guardem o que eu digo. Tem gente que toca fogo no circo apenas para ver o palhaço pegar fogo”.

No último domingo (10), reportagem da Folha de S.Paulo informou que Bebianno liberou R$ 400 mil de dinheiro público, do fundo partidário, para uma candidata “laranja” de Pernambuco, que concorreu a uma vaga de deputada federal e recebeu 274 votos. Bebianno era presidente interino do PSL na época.

Ao jornal O Globo, na terça-feira (12), o ministro disse que o fato não seria motivo de crise no governo e revelou que falou três vezes com Jair Bolsonaro. Mas Carlos Bolsonaro entrou em cena, ontem (13), ao afirmar que as supostas conversas são ‘mentira absoluta’ de Bebianno. Para sustentar o que chamou de “mentira”, o filho do presidente divulgou uma gravação em áudio do pai na qual ele conversa pelo Whatsapp com Bebianno.

Pouco antes da publicação (abaixo), Julian Lemos fez outras duas com menção direta a nova crise do governo. Para quem teria sido o recado?

Congresso

Maia deve vir à Paraíba

Atual presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), intensificará a sua campanha de reeleição no Nordeste.

Um dos destinos a ser visitado tende ser a Paraíba entre esta e a próxima semana. É o que sinalizou ao Blog o deputado Efraim Filho (DEM-PB).

Em entrevista recente, o paraibano destacou que “Rodrigo não é o preferido pelo PSL nem pela oposição, mas é o único que é aceito por ambos”.

O cenário, porém, se modificou em parte na última semana quando Maia recebeu o apoio do PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro e dono, a princípio, da segunda maior bancada na Câmara com 52 deputados.

O acordo desagradou o PP de Aguinaldo Ribeiro – que chegou a ser cogitado para disputa pelo presidente do partido, Ciro Nogueira -, dono da terceira maior bancada e ocupante da segunda vice-presidência da Casa, com o deputado André Fufuca-MA. Vaga que será do PSL, caso Maia prospere.

O apoio de Bolsonaro também comprometeu a relação com os partidos de esquerda – PT (56 deputados), PSB (32), PDT (28) e PC do B (9), além do MDB (34).

A consequência do ódio

Um mestre de capoeira foi assassinado a facadas nesta segunda-feira (8), em Salvador. O motivo: discussão sobre a eleição presidencial. Eleitor do PT, o capoeirista Romualdo Rosário da Costa, de 63 anos, conhecido como Moa do Katendê, bebia com amigos em um bar, quando o agressor chegou ao local gritando o nome do candidato do PSL, Jair Bolsonaro.

Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança Pública do Estado da Bahia (SSP-BA), Katendê teria respondido que, ali, as pessoas preferiam o candidato Fernando Haddad (PT). O desentendimento terminou com Katendê sendo atingido por 12 golpes de faca.

Um primo da vítima também foi atigindo por uma facada no braço direito, mas passa bem.

A Polícia Militar prendeu o suspeito do crime em uma casa após tentativa de fuga.

Aliado sugere Bolsonaro no palanque de Maranhão

Jair Bolsonaro (PSL) ainda não tem palanque na Paraíba. A situação fez o presidente estadual do PSL, Coronel Francisco de Assis, sugerir ao senador José Maranhão (MDB), candidato a governador, o capitão do exército.

Líder nas pesquisas para presidente, Bolsonaro sofre resistência no Estado por posições radicais, como a defesa do armamento.

Na Paraíba, o PSL é coligado ao PV e PSDB, cujos caminham com Marina Silva (Rede) e Geraldo Alckmin (PSDB).

Lucas Salles: “Brasil precisa de líder com temor a Deus”

Cuidar da imagem de um candidato à Presidência da República do tipo “Ame ou odeie” é uma delicada missão, vamos combinar. Essa é a tarefa do publicitário paraibano Lucas Salles, contratado pela campanha de Jair Bolsonaro (PSL) para cuidar do marketing eleitoral.

O nome de Lucas ganhou o Brasil no fim de semana, a partir da notícia de sua escolha por Bolsonaro.

Salles admitiu: o convite surpreendeu. “Não fizemos lobbie nenhum. Eu acredito na mão de Deus. Não acontece por acaso”.

O interlocutor das conversas foi outro paraibano, Julian Lemos, vice-presidente nacional do PSL.

Lucas terá de vencer o duro desafio de resumir a mensagem de Bolsonaro em 3 segundos em cada horário de propaganda gratuita. Duas por dia.

“Quem me conhece sabe que trabalho sempre com conceitos verdadeiros”, sentenciou, durante entrevista por telefone ao Arapuan Verdade – Rede Arapuan de Rádio.

A arma contra o insignificante tempo no rádio e na TV é a criatividade, em primeiro lugar, e as redes sociais, em segundo. Nesse quesito, Bolsonaro leva vantagem. Ele tem 100 milhões de seguidores.

O marketing da campanha não vai interferir, por exemplo, na forma do candidato se expressar e se comunicar, priorizando uma linguagem fácil.

“Existe uma forma de falar própria e ele é aberto. Ele é um candidato que ama os valores da família, a pátria. Ao tempo que é liberal, ele também não quer entregar as riquezas do País”.

Antes de começar seu trabalho, Lucas está convencido de uma coisa: “Brasil precisa de um líder que tenha temor a Deus”.

Esse líder, na visão de fé de Lucas, é o (Jair) Messias Bolsonaro.

Heron Cid