Política

Ninguém solta a mão de ninguém

Em nota, o Partido dos Trabalhadores (PT) associou a prisão de Michel Temer ao processo contra o ex-presidente Lula e afirma que o caso pode representar uma nova prática da Operação Lava Jato de um dos seus “espetáculos pirotécnicos”.

“O Partido dos Trabalhadores espera que as prisões de Michel Temer e de Moreira Franco, entre outros, tenham sido decretadas com base em fatos consistentes, respeitando o processo legal, e não apenas por especulações e delações sem provas, como ocorreu no processo do ex-presidente Lula e em ações contra dirigentes do PT”.

O PT continua:

“Temer assumiu a Presidência em um golpe deplorável. Sua agenda no governo levou ao aumento da desigualdade e da miséria. No entanto, é somente dentro da lei que se poderá fazer a verdadeira Justiça e punir quem cometeu crimes contra a população. Caso contrário, estaremos diante de mais um dos espetáculos pirotécnicos que a Lava Jato pratica sistematicamente, com objetivos políticos e seletivos”, diz a nota.

Ninguém solta a mão de ninguém.

Política

Frei desabafa: PT deveria ser mais respeitado por João

Vídeo – De passagem pela Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) nesta terça-feira (26), o deputado federal Frei Anastácio (PT) fez um desabafo: “Eu esperava que o PT tivesse sido mais respeitado no governo de João Azevedo”. O partido pleiteia o retorno de Anísio Maia para ALPB, primeiro suplente da coligação PT/Avante/Pros. Na última semana, o governador João Azevedo (PSB) pediu paciência para os suplentes que querem que ele facilite o processo através de convites para os titulares dos mandatos ocuparem secretarias. “O trato [com o PT] deveria ser diferenciado”, cobrou Frei.

Política

A mídia continua “golpista”. Por Heron Cid

Leio a nova edição da Veja e vejo ampla cobertura com matéria contundente sobre as atípicas movimentações financeiras de Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador eleito Flávio Bolsonaro.

No jornal O Estado de S. Paulo, tomei conhecimento de que o nome do policial constava de uma relação de funcionários da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro que caíram numa espécie de malha fina.

Na semana passada, fui informado pela Folha que a filha de Fabrício, secretária parlamentar do então deputado Bolsonaro, atuava como personal trainer no Rio de Janeiro.

Vi no Jornal Nacional, da TV Globo, essas e e outras notícias em longas matérias tratando dos desdobramentos da estranha movimentação na conta do ex-assessor de Flávio.

Coincidência… São os mesmos veículos responsáveis pela veiculação de denúncias e cobertura dos podres da Era PT. Aqueles que antes também expuseram vísceras de deslizes do entorno do governo FHC.

Se seguir o padrão petista de tentar se defender atacando a imprensa, o clã Bolsonaro terá todos os motivos do mundo para repetir aquele velho mantra repetido pelos estrategistas do partido de Lula: é a mídia golpista em ação.

Sempre ela.

O jornalismo é a Geni predileta de todos os políticos, partidos ou personalidades que se acham em maus lençóis.

No caso de Lula, de Dilma e do PT, a imprensa era acusada de participação na grande trama e conspiração pelo “golpe”. Danem-se os fatos. Melhor cuspir naqueles que se encarregam de levá-los à praça.

Logo depois foi Michel Temer. Alvo de delação e investigado suspeito de peripécias, o presidente se queixou de perseguição implacável da imprensa.

Agora é a família Bolsonaro dentro da roda, sob graves suspeitas em torno do filho do presidente a respingar na futura primeira-dama.

Tudo com notícias diárias e acompanhamento de cada passo, com reportagens investigativas, apresentando contradições de versões e a fragilidade das justificativas.

Se não esclarecido, um escândalo antes mesmo do começo do governo e cujo noticiário botou o presidente e o seu time na parede. Não se fala mais noutra coisa.

Onyx Lorenzoni, futuro chefe da Casa Civil, chamou a cobertura de “estardalhaço”.

E o que Bolsonaro e seus seguidores nas redes fazem? Minimizar, atacar e desqualificar a imprensa, a mesma narrativa do PT, desmascarada processo a processo na Justiça e, por fim, desmoralizada nas urnas.

A imprensa continua fazendo seu papel. Para quem está no alvo e no poder, ela sempre será “golpista”. Para o jornalismo e o público racional isso tem outro adjetivo: livre!

Heron Cid 

Quem tem PDT e PSOL não precisa de inimigo

Depois de pedir ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para suspender o Whatsapp até o fim das eleições, o PSOL voltou atrás e desistiu.

O estrago nas redes, porém, estava feito. 

No dia que o candidato Fernando Haddad assinou um termo de compromisso para assegurar os direitos à “informação, liberdade de expressão” e a “liberdade de imprensa”, o aliado do PT tentou censurar o aplicativo mais popular do país sob a alegação de combater fake news. 

Quem tem o PDT de Cid Gomes e o PSOL como aliados não precisa de inimigo. 

A neutralidade antipetista do Novo

O Novo inovou na posição que o partido terá na eleição de segundo turno para presidente: neutralidade com parcialidade. Em nota divulgada nesta terça-feira (9), a legenda diz que não apoiará Fernando Haddad (PT) nem Jair Bolsonaro (PSL), mas se coloca “absolutamente” contrária ao PT, que segundo a sigla, “tem ideias e práticas opostas às nossas” (leia a nota abaixo).

O Novo teve votação expressiva com João Amoêdo, considerando o pouco tempo de aparição de TV e fora dos debates. Ele conseguiu 2,5% dos votos válidos e ficou na quinta colocação, à frente de outros presidenciáveis com mais tempo de televisão como Henrique Meirelles (MDB), Marina Silva (Rede) e Alvaro Dias (Pode).

O Novo conseguiu eleger oito deputados federais e avançou para o segundo turno na eleição para o governo de Minas Gerais. São três em São Paulo, um no Rio de Janeiro, um no Rio Grande do Sul, um em Santa Catarina e dois em Minas Gerais.

A consequência do ódio

Um mestre de capoeira foi assassinado a facadas nesta segunda-feira (8), em Salvador. O motivo: discussão sobre a eleição presidencial. Eleitor do PT, o capoeirista Romualdo Rosário da Costa, de 63 anos, conhecido como Moa do Katendê, bebia com amigos em um bar, quando o agressor chegou ao local gritando o nome do candidato do PSL, Jair Bolsonaro.

Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança Pública do Estado da Bahia (SSP-BA), Katendê teria respondido que, ali, as pessoas preferiam o candidato Fernando Haddad (PT). O desentendimento terminou com Katendê sendo atingido por 12 golpes de faca.

Um primo da vítima também foi atigindo por uma facada no braço direito, mas passa bem.

A Polícia Militar prendeu o suspeito do crime em uma casa após tentativa de fuga.

Campina impôs nova derrota ao PT

O PT sofreu um novo revés em Campina Grande. Pelo quinto turno consecutivo, a votação de um candidato petista a presidente foi menor sobre o seu principal adversário – reflexo da soberania tucana no município. Neste domingo (7), Jair Bolsonaro (PSL), que conta com o apoio do prefeito Romero Rodrigues (PSDB), atingiu 50,61% dos votos contra 20,63% de Fernando Haddad (PT). Ciro Gomes (PDT) teve 19,55%.

Em 2010 e 2014, quando o PT com Dilma Rousseff tinha como principal opositor o PSDB, o cenário negativo foi o mesmo. José Serra (PSDB) bateu a candidata de Lula (PT) no primeiro e segundo turno (43,00% x 27,26%) e (60,21% x 39,79%) respectivamente. Em 2014, Aécio Neves (PSDB) repetiu a dose contra Dilma. No primeiro turno, o tucano alcançou 39,46% contra 32,1%. No segundo turno, nova vitória: 58,02% contra 41,98%. A então presidente, aliás, só perdeu em um município da Paraíba, justamente em Campina Grande.

Se foi o Nordeste quem forçou a disputa de segundo turno entre Bolsonaro e Haddad, com mais uma votação expressiva para o PT, Campina Grande disse não novamente a Lula e companhia.

“Estão usando o nome santo de Lula em vão”

Para quem tinha dúvidas sobre a crença dos petistas no ex-presidente Lula, o presidente do PT na Paraíba, Jackson Macedo, resolveu tirar hoje.

“Estão usando o nome santo de Lula em vão”, repreendeu a ala do prefeito Luciano Cartaxo (PV) que defende a criação do comitê Lucélio/Lula.

Haddad pediu música no Nordeste

Fernando Haddad pediu música.

Na passagem pelo Nordeste, neste fim de semana, o petista abraçou e colou adesivo de Eunício Oliveira (MDB), no Ceará; em Pernambuco, celebrou com o governador Paulo Câmara (PSB); e por último, em Alagoas, fez coração com Renan Calheiros (MDB).

Todos foram contra Dilma Rousseff (PT).

Os dois do MDB, aliás, estiveram na linha de frente do impeachment da ex-presidente.

Segundo o O Globo, “duas viagens ao Nordeste mostraram que Haddad ainda é desconhecido: na Bahia, na Paraíba e em Pernambuco, ele foi chamado de “Andrade” e grande parte dos eleitores nem mesmo sabia que ele estava na chapa com Lula”.

O “golpe” é lorota.

Só o PT fingia que acreditava na candidatura de Lula

A maioria dos ministros do TSE barrou a candidatura de Lula, enquadrado na Lei da Ficha Limpa. A decisão está longe de ser um balde d’água fria nos petistas, que só fingiam que acreditavam que o ex-presidente seria mesmo candidato na condição de condenado em segunda instância e preso desde abril.

Aliados do PT na Paraíba não disfarçavam mais o teatro. Nem mesmo o mais petista dos pessebistas, o ex-filiado do PT e deputado estadual Jeová Campos (PSB).

Um dos materiais entregues pela equipe de campanha do parlamentar não faz nenhuma menção ao nome de Lula, apenas a sugestão do voto a presidente no candidato do PT.